“Vai acabar com aquela confusão que você tem aqui no horário de rush. Carro virando para cá, outro virando para lá, tudo entupido.” É com essa expectativa que o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, defende as mudanças viárias implantadas nas avenidas T-10 e T-55, no Setor Bueno. Segundo ele, a nova configuração foi planejada para melhorar a fluidez do trânsito em uma das regiões mais movimentadas da capital e reduzir os congestionamentos registrados diariamente nos horários de pico.

As mudanças transformam parte da Avenida T-10 em via de sentido único e criam um sistema binário com a T-55. De acordo com a Prefeitura de Goiânia, a intervenção foi baseada em estudos técnicos de fluxo de veículos e integra uma estratégia mais ampla de reorganização da mobilidade urbana.

As mudanças viárias implantadas pela Prefeitura de Goiânia nas avenidas T-10 e T-55, no Setor Bueno, foram planejadas com base em estudos técnicos de fluxo de veículos e integram uma estratégia mais ampla de reorganização do trânsito na capital. A afirmação é do prefeito Sandro Mabel, que rebateu críticas de moradores e comerciantes da região e defendeu a implantação do novo sistema viário.

A mudança faz parte de uma série de intervenções semelhantes que vêm sendo implementadas em Goiânia para reduzir conflitos entre veículos e aumentar a capacidade de circulação das vias. “Nós estamos fazendo o que nós chamamos de binário. As ruas nossas não cabem em mão subindo, mão descendo, mas em estacionamento. Então cria todo aquele problema. Ela não foi projetada para isso”, afirmou.

O prefeito destacou que a decisão foi tomada após análises realizadas pela administração municipal.

“Nós medimos todo o fluxo de carros”, disse.

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Mudanças T-10 | Foto: Oyagy Vieira/Jornal Opção

Segundo ele, o principal ponto de atenção da nova configuração viária será o cruzamento entre a T-30 e a T-55, considerado atualmente um dos principais gargalos da região. Apesar disso, a expectativa da prefeitura é que a mudança reduza congestionamentos e melhore a circulação também em vias próximas.

“Queremos ver como é que se comporta esse cruzamento da T-30 com a T-55, que é o maior ponto de gargalo. Mas eu acredito que vai melhorar bastante, inclusive a T-3 lá embaixo vai funcionar muito bem, mais livre”, afirmou.

Mabel também negou que a população tenha ficado sem informações sobre o projeto e afirmou que houve diálogo com moradores e empresários da região antes da implantação das alterações.

“Nós fazemos as coisas tecnicamente. Nós conversamos com muitos moradores. Talvez esses não tenham sido notificados, mas nós conversamos com empresas, com moradores, conversamos com tudo”, declarou.

Para o prefeito, a resistência inicial é comum em intervenções urbanas que alteram hábitos consolidados dos motoristas.

“A mudança, todo mundo cria expectativa em mudança. As pessoas têm medo da mudança”, disse.

Ao citar exemplos de intervenções realizadas em outras regiões da cidade, Mabel afirmou que medidas semelhantes enfrentaram resistência no início, mas acabaram sendo aprovadas pela população após a adaptação.

“Você vê a Castelo Branco como funcionou bem? Ninguém queria deixar tirar os estacionamentos. A 136, a Jamel Cecílio lá embaixo, onde teve muita reclamação. Mas não tem jeito. Se você não tiver coragem, a cidade não arruma”, afirmou.

Segundo o prefeito, a expectativa é que o novo sistema elimine conflitos de conversão e torne o trânsito mais fluido nos horários de pico.

“Aqui vai subir tranquilo e lá vai descer tranquilo também. Vai acabar com aquela confusão que você tem aqui no horário de rush. Carro virando para cá, outro virando para lá, tudo entupido”, disse.

O que dizem os moradores

Apesar da defesa da prefeitura, a mudança continua sendo alvo de questionamentos por parte de alguns moradores e comerciantes da região. Representantes do grupo afirmam que não tiveram acesso aos estudos técnicos que embasaram a intervenção e cobram a divulgação dos dados utilizados pela administração municipal.

O servidor público Carlos Eduardo Silva de Farias, que representa moradores contrários às alterações, afirma que a principal reivindicação é a apresentação dos estudos e a ampliação do diálogo com a população. “Primeiro porque um impacto tão grande como esse, a população não foi ouvida. Não teve audiência pública, não teve estudo de impacto de vizinhança”, afirmou.

Enquanto a prefeitura aposta que a nova configuração viária irá melhorar a mobilidade no Setor Bueno, moradores seguem cobrando maior transparência sobre os critérios técnicos utilizados para a implementação das mudanças.

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