Prefeitura de Belo Horizonte registra erro e aponta que “Sicário” foi enterrado antes de morrer
15 abril 2026 às 16h11

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A Prefeitura de Belo Horizonte registrou de forma incorreta a data de sepultamento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. O sistema municipal indicava que o enterro ocorreu em 8 de fevereiro, quase um mês antes da morte oficial.
De acordo com os dados do sistema da capital mineira, o sepultamento teria acontecido antes mesmo da prisão do suspeito. “Sicário” foi detido pela Polícia Federal em 6 de março de 2026. No mesmo dia, ele tentou suicídio dentro da carceragem, sendo socorrido e levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Segundo a defesa, Luiz Phillipi morreu em decorrência de falta de oxigenação no cérebro, quadro que evoluiu para morte encefálica. A certidão de óbito foi emitida pelo Cartório do 1º Subdistrito da capital mineira, mas não detalha a causa da morte, informando apenas que o motivo está “aguardando exames”.
Especialistas ouvidos sob reserva afirmam que esse tipo de registro não é comum, embora possa ocorrer em situações em que a família opta por realizar o enterro rapidamente, antes da conclusão dos exames que determinam a causa da morte.
Em casos de suicídio, por exemplo, é usual constar na certidão termos como “lesões autoinfligidas”. Ainda segundo a prefeitura, o corpo de “Sicário” foi enterrado no Cemitério do Bonfim, um dos mais tradicionais da cidade.
Em nota oficial, a administração municipal informou que a divergência ocorreu por falha no lançamento de dados. A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica atribuiu o problema a um erro de digitação e afirmou que a informação já foi corrigida no sistema.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, responsável pelas investigações do chamado caso Master, negou o pedido da CPI do Crime Organizado do Senado para acessar informações sobre a morte de “Sicário”.
Segundo Mendonça, o compartilhamento dos dados é inviável neste momento, pois as investigações ainda estão em andamento. O ministro destacou que a liberação das informações poderá ser reavaliada após a conclusão das diligências.
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