Prefeitura ainda não atendeu nem metade dos diabéticos com bombas de insulina

Associação cobra ação concreta da gestão Iris Rezende no caso, que se arrastada desde o começo do ano

Secretária dá explicações durante audiência pública | Foto: Fábio Cazanga

O vice-presidente da Associação Metropolitana de Apoio ao Diabético (Amad), André Fabrício, revelou ao Jornal Opção que apenas 70 pacientes que fazem uso da bomba de insulina serão atendidos pela Prefeitura de Goiânia.

Alegando crise financeira, a gestão Iris Rezende (PMDB) não conseguiu normalizar, até hoje, a entrega de insumos para os diabéticos da capital. São 187 pessoas, entre crianças, adultos e idosos, que dependem do fornecimento para sobreviver, mas menos da metade será contemplada nos próximos dias.

“A secretaria de Saúde disse que a distribuidora fez a entrega e irá atender, primeiro, as prioridades. No entanto, minha filha de nove anos ainda não recebeu a insulina para a bomba”, lamentou.

Sem o Poder Público, os próprios pacientes têm que arcar com os custos dos medicamentos — que variam de R$ 1,7 mil a R$ 2 mil por mês.

Desde o começo do mês, os vereadores Jorge Kajuru (PRP) e Delegado Eduardo Prado (PV) têm tentado resolver a questão junto à titular da pasta municipal, Fátima Mrué — que inclusive participou de audiência pública na última sexta-feira (17/2) –, mas pouco avançou.

Responsáveis pelo fornecimento, as empresas Hospfar e FBM negam que haja problemas na entrega e cobram posicionamento da secretaria no que diz respeito ao cronograma de pagamento. As fabricantes, tanto da bomba quanto da insulina (Roche e Sanofi) também reiteraram à reportagem que a entrega está normal, de acordo com a demanda dos clientes.

Segundo o vice-presidente da Amad, Fática Mrué não falou uma vez sequer durante a audiência com eles sobre dívidas com fornecedores. “Disse que a prefeitura estava em dia com os pagamentos e não sabia porque as empresas não estavam entregando. Como dependem delas, não tinham o que fazer, não haveria outro fabricante. O que não é verdade”, completou.

Na Câmara, a secretária reiterou que há um acordo com a Hospfar de entrega das insulinas mesmo sem a quitação da dívida da SMS, mas que ainda não foi cumprido totalmente. “Nós queremos comprar, mas precisamos de alguém que queira vender”, afirmou na ocasiaõ.

De acordo com ela, a empresa alega atraso da fabricante e por isso não está cumprindo os prazos. Ela afirmou que a secretaria vem buscando algumas alternativas, como tentar entrar em processos licitatórios feitos em outros estados para garantir o medicamento em momentos de emergência.

Os pacientes seguem aguardando a prefeitura e uma nova audiência foi marcada para a terça-feira (21/2).

 

 

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