A audiência de conciliação entre a Prefeitura de Goiânia e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Goiás (Sintego) terminou sem acordo sobre a greve dos administrativos em educação, após o Paço não apresentar proposta. As tratativas feitas na 3ª Câmara Cível, na sede do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) foram presididas pelo desembargador Fernando Braga Viggiano.

A presidente do Sintego e deputada estadual Bia de Lima (PT) disse que a prefeitura não apresentou proposta e que uma nova assembleia está marcada para esta terça-feira, 5. “O Rogério Cruz tem que chamar para si a responsabilidade como prefeito. Prometeu que ia fazer o plano de carreira dos servidores administrativos da Educação, fez de todo mundo, mas não conclui para aqueles que tem os menores salários”, desabafou.

Conforme mostrou o Jornal Opção, na semana passada, os servidores rejeitaram a proposta da prefeitura que não inclui o plano de carreira. Na proposição, o Paço presentou apenas o acréscimo de R$ 300 no auxílio locomoção, passando para R$ 800. Segundo o procurador-Geral do Município, José Carlos Issy, a proposta foi reiterada na audiência de conciliação desta segunda-feira, 4.

Issy ainda explicou que a Prefeitura não pode conceder nenhum aumento para nenhuma categoria por conta do limite prudencial de gastos com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A Prefeitura não pode aumentar seu gasto com pessoal em nada. Além disso a partir de abril, por conta da lei eleitoral fica impedido conceder aumento de salário. O que nós estamos tentando dialogar com o sindicato é que por força de lei não podemos apresentar um plano de carreira”, afirmou o procurador.
Issy finalizou dizendo que lamenta a postura do sindicato.

A audiência de conciliação é resultado da judicialização da greve, que aconteceu no final do ano passado. Sem acordo, agora, a Justiça pode declarar a greve ilegal.

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