“Prefeito deve valorizar e não acabar com a Comurg”, diz atual presidente

Edilberto Dias afirmou ao Jornal Opção que, ao contrário do que diz deputado José Nelto (PMDB), companhia é importante para a cidade

Edilberto Dias, durante entrevista no ano passado | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

Edilberto Dias, durante entrevista no ano passado | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

Atual presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Edilberto Dias garantiu ao Jornal Opção que, ao contrário do que disse o deputado estadual José Nelto (PMDB), o órgão é importante para a cidade e não simplesmente um “cabide de empregos”.

“Somente na minha gestão, reformamos mais de 30 praças, construindo outras três [Praça do Sol, Praça da Maná, campo poliesportivo no Aruanã II], normalizamos a coleta de lixo, organizamos o aterro sanitário, tudo 100%. A empresa está saudável, auto-estima dos funcionários está alta, todos muito animados”, defendeu.

Para ele, o próximo prefeito (Iris Rezende, do PMDB) deve “valorizar” e não “acabar” com a Comurg, como sugeriu o deputado peemedebista. “Aliás, não tem como acabar, o passivo trabalhista que isso geraria é de dezenas de milhões”, lembrou.

O presidente lembrou que, neste ano, lançou um Plano de Demissão Voluntária (PDV), aderido por 80 funcionários, o que gerou R$ 1,5 milhão em acertos. “Imagina 9 mil funcionários [total aproximado de servidores]”, completou.

Questionado sobre os escândalos em que ex-presidentes da companhia estiveram envolvidos, Edilberto Dias disse que nenhum deles foi condenado, mesmo após inúmeras investigações. No que diz respeito aos questionados altos salários, ele garante que, hoje, o teto é o salário do prefeito, de R$ 22 mil.

Críticas

O deputado estadual José Nelto teceu diversas críticas à coluna Bastidores, publicada no último domingo (6/11), e prometeu tentar convencer o prefeito eleito a “liquidar” a Comurg.

“Sempre digo em alto e bom som que, ao assumir a Prefeitura de Goiânia, em 1º de janeiro de 2017, uma das primeiras medidas de Iris, senão a primeira, deve ser a liquidação da Comurg. Vou conversar com ele a respeito disso. A companhia se tornou um imenso cabidão de empregos, com alguns funcionários, improdutivos, recebendo altos salários. Tornou-se uma espécie de ‘puxadinho’ de alguns vereadores — cada um tem seu naco de poder lá dentro, à custa do Erário e da sociedade”, disse.

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