O prefeito de São Simão Wallisson Freitas (PODE) foi preso nesta quarta-feira, 24, durante uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) que investiga suspeitas de fraude em licitações, desvio de dinheiro público e irregularidades em contratos administrativos relacionados à contratação de serviços médicos por meio de unidades móveis de saúde em 2023.

De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (DERCAP), uma empresa teria sido contratada com possível direcionamento do processo licitatório, além de indícios de sobrepreço e fraude na cobrança de consultas e exames registrados em duplicidade.

As investigações apontam que os contratos sob suspeita movimentaram quase R$ 1,3 milhão em recursos públicos. Os policiais também identificaram indícios de que parte dos serviços oftalmológicos pagos pela Prefeitura de São Simão não teria sido efetivamente realizada.

A Operação Carreta Ardilosa cumpriu 23 medidas judiciais, incluindo nove mandados de busca e apreensão nas cidades de São Simão, Alvorada do Norte, Nova Veneza e Goiânia. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes encontraram duas armas de fogo na residência do prefeito, que foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.

A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, além do acesso a dados telefônicos e telemáticos.

Em nota enviada ao Jornal Opção, a defesa do prefeito Wallisson Freitas afirmou que ainda não teve acesso integral ao procedimento policial e, por isso, desconhece os elementos que embasaram a investigação. Os advogados sustentam a inocência do gestor em relação às suspeitas de crimes contra a Administração Pública e afirmam que os fatos serão esclarecidos ao longo das apurações.

Sobre a autuação por posse ilegal de arma de fogo, a defesa alegou que as armas encontradas durante a operação pertenciam ao pai do prefeito, policial militar aposentado falecido recentemente. Segundo os advogados, a situação será devidamente comprovada perante as autoridades competentes.

Confira a nota na íntegra:

“A defesa de WALLISSON JOSÉ DE FREITAS informa que, até o presente momento, não teve acesso integral ao procedimento policial, razão pela qual não possui conhecimento detalhado dos elementos que embasaram a investigação ocorrida nesta data.

Não obstante, a defesa reafirma sua absoluta confiança na inocência do Sr. Wallisson José de Freitas em relação às imputações relacionadas a supostos crimes contra a Administração Pública, destacando que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso da investigação, oportunidade em que será demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita praticada por seu constituinte.

Quanto à suposta posse irregular de arma de fogo, esclarece-se, desde já, que as armas encontradas pertenciam ao pai do investigado, policial militar aposentado, falecido recentemente, circunstância que será devidamente comprovada e esclarecida perante as autoridades competentes.

A defesa confia na Justiça e que a apuração técnica, imparcial e baseada em provas permitirá o completo esclarecimento dos fatos, resguardando-se a presunção de inocência, garantia fundamental assegurada pela Constituição Federal.”

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