“Precisamos quebrar esse ciclo de egocentrismo que temos em Rio Verde”, diz presidente do MDB no município

Tchequinho e outras lideranças trabalham para consolidar um grupo de oposição a Paulo do Vale. “Não dá para suportar a centralização das decisões do atual prefeito”

Presidente do MDB em Rio Verde, Edwal Portilho, popularmente conhecido por Tchequinho / Foto: Reprodução

Conforme mostrado pelo Jornal Opção, lideranças dos partidos de oposição ao prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, já começaram a articular alianças com foco nas eleições de 2020. A ideia do grupo é que as siglas se reúnam em um bloco para bancar um único nome na disputa pela prefeitura.

O presidente do MDB em Rio Verde, Edwal Portilho, popularmente conhecido como Tchequinho, estimou à reportagem que o “afunilamento” do nome deve ocorrer a partir de março do ano que vem. “Temos bons nomes e bons quadros que nos possibilitam disputarmos, mas o único consenso que temos neste momento é que estaremos unidos em prol da eleição de um único candidato”.

Tchequinho garantiu que a união é extremamente “democrática”. O que, na visão de seus integrantes, representa o oposto em relação a administração do atual prefeito. “Precisamos quebrar esse ciclo de egocentrismo que temos em Rio Verde. Não dá para suportar a centralização das decisões do atual prefeito”, disparou.

Importantes políticos do município já declararam apoio ao grupo que trabalhará em prol de uma cidade livre das “amarras políticas”. Mas apesar expressividade de cada um deles, Tchequinho disse que disputar contra quem tem “a máquina na mão” é sempre difícil. “A disputa sempre foi muito acirrada em Rio Verde, mas é certo que a nossa união será mantida”.

Na visão do emedebista, falta “gestão administrativa” no governo de Paulo do Vale. E justifica: “A arrecadação de Rio Verde nunca caiu. Pelo contrário, ela só cresce. Então por que as promessas não são concretizadas? Falta parceria de trabalho, ninguém sabe de nada”. O município, na visão do emedebista, precisa estar preparado para encarar o novo “boom” que está por vir: “depois da industrialização em 2000, agora vemos a questão logística de operação da ferrovia Norte-Sul que chegará ao nosso município”.

A prefeitura de Rio Verde foi questionada sobre o assunto, no entanto, a reportagem ainda não obteve resposta. 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.