Terminou, na última sexta-feira, 6, o prazo dado pela Justiça para a saída dos ocupantes do Morro da Serrinha, em Goiânia. Em nota, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que acompanhou o processo de desocupação, informou que a maioria já deixou o local – com alguns sendo transferidos para uma chácara -, mas que ainda há ocupantes que permanecem no Morro por “situações pontuais”. 

Após um longo processo de alertas, pedidos e notificações para que os ocupantes deixassem voluntariamente o lugar, a desocupação obrigatória do Morro da Serrinha, determinada pela Justiça, começou oficialmente na última segunda-feira, 2. Conduzida pelo juiz Eduardo Tavares, a Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça assegurou ter conseguido um acordo para a desocupação pacífica da região. 

Conforme noticiado pelo Jornal Opção, além de moradores, uma entidade religiosa que montou irregularmente uma estrutura no local, a Tenda Primeiro é Deus, se comprometeu a sair do Morro e ganhou lote da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi). A pastora Elizabeth Pereira Silva recebeu um lote de aproximadamente 2 mil m² no Residencial Lira de Santana, em Goiânia. Segundo o desembargador Anderson Máximo, foram destinados 5 lotes para os religiosos durante o acordo judicial. 

Já a tenda Instituição Grupo Resgaste Almas para Cristo (Igrac) não aceitou o acordo, segundo o TJGO. Aqueles que não aceitaram a proposta foram inscritos no Cadastro Único para que tivessem acesso aos benefícios ofertados pelo governo federal para pessoas em situação de vulnerabilidade social, como o Bolsa Família e programas voltados para emprego, saúde e documentação pessoal. 

Alguns ficaram

Segundo o TJGO, a mudança iniciada ontem “está sendo finalizada neste sábado, com a saída da maioria dos ocupantes”. O juiz Eduardo Tavares dos Reis acompanhou pessoalmente a mudança – desde a retirada dos pertences no Morro da Serrinha até a chácara para onde a entidade religiosa e alguns ocupantes estão sendo transferidos, no Jardim Primavera”.  

Contudo, o órgão afirmou que “cinco ou seis pessoas que apresentaram situações pontuais” permanecem provisoriamente no Morro, mas ressalvou que a remoção delas “também está sendo providenciada, de forma pacífica e com atendimento de demandas individuais, em parceria com os demais órgãos públicos e privados que compõem a Comissão de Soluções Fundiárias.” 

A reportagem entrou em contato com o TJGO para saber quais são as situações mencionadas para a permanência do grupo e aguarda retorno. 

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