Empresa que venceu licitação para operação de fotossensores enviou representante, mas ele alegou não ter competência para responder dúvidas dos vereadores

Vereadores querem que prefeitura aguarde esclarecimentos antes de formalizar o contrato, mas ordem de Iris é pra que a empresa comece a operar o quanto antes | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

O clima na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) era de expectativa para o depoimento do presidente da Eliseu Kopp, empresa que venceu a licitação para operação de fotossensores na capital, Lino Munaro. A reunião, no entanto, foi frustrada pela notícia de que ele passou mal e não compareceria. Em seu lugar, Lino mandou o advogado da empresa, Eduardo Luchesi.

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Só que Luchesi alegou não ter competência para responder questões técnicas e, com isso, os vereadores acabaram ficando sem esclarecimentos sobre os custos da planilha apresentada pela empresa ao vencer a licitação. Entre os questionamentos levantados pelos parlamentares estão o custo dos equipamentos, dos tributos e dos gastos com energia, além da cláusula de reversão, que, para eles, deveria ser inclusa no contrato.

Isto porque, segundo os termos do atual contrato, a empresa pode retirar todos os equipamentos ao final do prazo de serviço, mesmo que, no valor total a ser pago pelo Poder Público, esteja incluído o custo deles. “Se é feito o pagamento, o Município tem que ser dono dos fotossensores no fim do contrato”, defendeu o presidente da CEI, Elias Vaz (PSB).

“De 2009 pra cá, a prefeitura gastou mais de R$55 milhões e hoje enfrenta esse problema de todos os fotossensores estarem desligados. Se os equipamentos pertencessem ao Município, hoje seria preciso apenas contratar alguém para operar o serviço. Ficaria muito mais barato. Esse erro não pode se repetir”, afirmou.

Agora, os vereadores terão que aguardar a recuperação do presidente para prosseguir com os trabalhos. Para que isso não leve muito tempo, o promotor de Justiça Fernando Krebs, que também estava na reunião, chegou a sugerir que a oitiva fosse feita por videoconferência caso sua recuperação fosse demorada.

Por causa dos pontos considerados polêmicos no processo, os vereadores querem que a Prefeitura de Goiânia pelo menos espere o esclarecimento das dúvidas antes de formalizar o contrato. Segundo o vereador Jorge Kajuru (PRP), no entanto, o pedido não deve ser atendido. Durante a reunião, ele informou que a ordem do prefeito Iris Rezende (PMDB) é que, mesmo sob suspeita, o contrato seja firmado o quanto antes.