“Politicagem” da gestão Iris contribuiu para tragédia no Mutirama, diz vereador

Para Elias Vaz, não restam dúvidas de que “tragédia anunciada” tem como pano de fundo a negligência da administração peemedebista

Vereador Elias Vaz (PSB) | Foto: Eduardo Nogueira

A tragédia que deixou 11 feridos no Parque Mutirama no último dia 26 de julho ainda repercute na capital ao mesmo tempo em que Ministério Público, Polícia Civil e a Câmara de Goiânia procuram respostas que possam justificar a pane em um dos brinquedos do espaço de lazer.

Para o vereador Elias Vaz (PSB), autor do requerimento que convocou o presidente da Agência Goiana de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul) para prestar esclarecimentos ao Legislativo na última semana, não restam dúvidas de que a “tragédia anunciada” tem como pano de fundo a negligência da gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB).

Em entrevista recente, o pessebista foi enfático ao lembrar que o Mutirama atuava desde janeiro sem um responsável técnico para supervisionar a manutenção dos brinquedos. Segundo ele, o próprio Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) chegou a notificar o local, ainda em janeiro, pela ausência do profissional capacitado, mas, mesmo assim, sete meses após a vistoria, a situação permanecia irregular.

O Paço, por sua vez, questiona a informação de que o parque estaria funcionando sem um engenheiro mecânico e afirma que manteve o profissional que atuava no local há mais de uma década ao longo dos últimos meses, mas de forma voluntária.

Elias Vaz não acredita na versão apresentada e diz que o engenheiro em questão sequer possuía curso de Responsável Técnico (RT). “Desafio o presidente da Agetul, Alexandre Magalhães, a me mostrar o RT dele. E outra coisa: ninguém é louco de ser um funcionário informal com estas responsabilidades.”

“No Paço, todos sabem, quem nomeia e contrata é o prefeito e ele tem que falar por qual razão não quis contratar outro engenheiro. Não venha com essa história de culpar a gestão passada”, asseverou Elias.

Sobre este ponto, o pessebista reclama ainda da “politicagem” da gestão Iris ao lembrar que a administração deixou de contratar um profissional comissionado para atuar no parque, mas que, ao mesmo tempo, convocou outros 45 nomes que perderam as eleições municipais do último ano.

“O mesmo engenheiro que foi demitido presta o serviço desde 2002 em cargo comissionado, recurso usado de forma tão ampla pela prefeitura. Para se ter uma ideia, a gestão nomeou 45 nomes de pessoas que perderam as eleições em cargos comissionais. Ao menos um cargo desse poderia ser usado para contratar um técnico. O contrato do cargo comissionado é justamente para situações excepcionais e não para fazer politicagem”, finaliza o vereador.

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