A Polícia Civil de São Paulo prendeu neste sábado, 20, mais três pessoas suspeitas de envolvimento na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira, no interior paulista. Entre os novos detidos estão uma mulher e dois homens, cujas identidades não foram divulgadas.

Com as novas prisões, chega a seis o número de suspeitos detidos no caso. Outros três instrutores, apontados como responsáveis por auxiliar a vítima na atividade, permanecem presos desde a última semana e foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos.

Maria Eduarda morreu após saltar da chamada Ponte do Esqueleto, em 13 de junho. Segundo a investigação, ela deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava corretamente instalada no momento do salto. A jovem caiu de uma altura aproximada de 40 metros, e o acidente foi registrado em vídeo, que circulou nas redes sociais.

A delegada Andrea Levy, responsável pelo caso, informou que os instrutores presos afirmaram em depoimento não se lembrar de quem seria o responsável por instalar ou verificar os equipamentos de segurança antes da atividade.

O inquérito trata o caso como homicídio com dolo eventual, entendimento adotado quando há indícios de que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta de matar. Além das circunstâncias da queda, a Polícia Civil também investiga o desaparecimento de uma câmera que estaria com a vítima no momento do acidente.

Em depoimento, um dos investigados declarou que os equipamentos passavam por inspeções antes das atividades e afirmou não conseguir explicar por que a jovem foi lançada sem estar presa às cordas de segurança. “No dela estamos sem entender até agora”, disse.

Após o episódio, a Prefeitura de Limeira informou que pretende ingressar com ação judicial contra a União, alegando que a fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto seriam de responsabilidade do governo federal. Em resposta, a Secretaria do Patrimônio da União afirmou lamentar a morte da jovem e informou que a estrutura integra um antigo trecho ferroviário cuja transferência patrimonial para a União foi concluída em março de 2026.

Leia também

Mulher morre após ser jogada em rope jump sem equipamento de segurança em SP