PC sequestra veículo de luxo e faz busca e apreensão na casa de empresário em Goiânia

Operação Bienna investigou apropriação indevida de crédito por parte de empresário do ramo de alimentação

Foto: Reprodução

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira, 25, por meio da 8ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, a Operação Bienna. A ação foi destinada ao cumprimento do mandado de busca e apreensão, além do sequestro de um veículo de luxo esportivo, avaliado em aproximadamente R$ 280 mil.

Segundo as investigações, ocorreram créditos indevidos em contas correntes de centenas de clientes do Banco Safra S.A por todo o Brasil, devido a uma falha no sistema de conciliação de vendas com cartões de crédito e débito , entre os dias 26 e 27 de dezembro de 2018.

Um dos clientes, a empresa Estevam Carnes Nobres e Exóticas Eireli, teve creditada em sua conta, mais de R$ 18 milhões. Ao perceber a quantia elevada, o proprietário da empresa apropriou-se de parte desse valor, além disso, para que a retirada parecesse lícita, realizou transferências eletrônicas para as contas do pai, da empresa e de outras empresas, num total de R$ 1.129.794,58.

As transferências, no entanto, não foram concretizadas, tendo em vista que o bloqueio aconteceu antes. Apenas uma operação foi finalizada, a compra do veículo em nome de uma amiga do investigado.

Essa conduta configura os crimes de apropriação de coisa havida por erro e de lavagem de dinheiro, e as penas podem variar de 3 a 11 anos de prisão, caso seja decretada a condenação.

A operação recebeu esse nome  em virtude de dois fatores, primeiro por ser o nome fantasia do estabelecimento comercial investigado, e segundo, por Bienna ser uma cidade Suíça que por várias décadas foi considerada um dos maiores paraísos fiscais do mundo.

A assessoria do Bienna entrou em contato com o Jornal Opção, e informou que a operação policial trata-se de equívoco jurídico, confira a nota na íntegra:

“O proprietário do restaurante esclarece que não houve apropriação indevida do valor apontado pelo banco. Tudo será esclarecido e comprovado tão logo seja oportunizado o direito de defesa na ação penal que, sequer, foi ajuizada. A operação policial trata-se de equívoco jurídico, e o problema se deu devido a um erro na prestação de serviço da instituição bancária que, além do depósito indevido, ao perceber a falha, também bloqueou todas as contas do empresário, o que impossibilitou a devolução imediata do valor que já havia sido retirado da conta para pagamentos diversos, inclusive para a quitação do carro citado, que já havia sido comprado. O empresário afirma que, após o desbloqueio das contas, tentou um acordo com o banco, que não foi concretizado devido a não concordância com as taxas de juros e multas impostas. Com isso, a solução está sendo buscada na justiça, num processo aberto pelo próprio empresário”.

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