Polícia Civil investiga causas da morte de bebê em piscina de centro de convivência, em Goiânia

Afogamento é a segunda causa de morte de crianças de 1 a 9 anos no Brasil, perdendo apenas para os acidentes de trânsito, o que deve ampliar o alerta dos pais e dos responsáveis com relação ao banho de piscina de crianças nesta faixa etária

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Criança foi encaminhada para o Ciams do Jd. América, mas chegou sem vida à unidade de saúde | Foto: Divulgação

Um bebê de apenas 1 ano e 10 meses morreu após se afogar em uma piscina de um centro de convivência para pessoas com necessidade especiais, em Goiânia. Segundo informações da delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Renata Vieira Freitas, que vai investigar o caso, a criança é sobrinha de umas das funcionárias do local, que na manhã desta sexta-feira (5/9) esteve na delegacia para prestar esclarecimentos.

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O acidente ocorreu no Setor Jardim América, região sul da capital no final da tarde desta quinta-feira (4). Segundo a delegada, a tia, Maria da Luz de Jesus, ao encontrar o sobrinho, Enzo Gabriel da Silva, no fundo da piscina, tentou fazer os primeiros socorros. Em seguida, levou o bebê para o Centro Integrado de Assistência Médico Sanitária (Ciams) do mesmo setor. Mas, apesar da tentativa de salvamento, a criança chegou à unidade de saúde sem vida.

Ainda de acordo com a delegada, a funcionária, que trabalhava no centro de convivência há no mínimo cinco dias, levou para o local o filho de 20 anos, a filha de 10 anos, que é portadora de necessidades especiais, e o sobrinho.

A filha, que segundo a própria tia, teria uma leve deficiência, pediu para nadar na piscina e levar o bebê.  “De acordo com a mulher [funcionária], ela estava olhando constantemente para os dois na piscina, mas, em um determinado momento, ela já não viu mais a vítima”, disse Renata Freitas.

A delegada informou também que será feita uma perícia no local do acidente e que vai procurar os administradores do centro de convivência para saber se houve negligência ou falta segurança.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) mostra que afogamento é a segunda causa de morte de crianças de 1 a 9 anos no Brasil, perdendo apenas para os acidentes de trânsito. E cerca de 53% dos óbitos por afogamentos são em piscinas, o que deve ampliar o alerta dos pais e dos responsáveis com relação às crianças nesta faixa etária. Dados da Sobrasa apontam também que no País 20 pessoas morrem afogadas todos os dias.

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