PIB brasileiro sofre retração de 0,6% e país entra em recessão técnica

No total, o PIB brasileiro chegou a R$ 1,2 trilhão, tendo sido impactado principalmente pelos recuos nos investimentos (5,3%) e na indústria (1,5%)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou nesta sexta-feira (29/8) que, no segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país retraiu 0,6% na comparação com os três meses anteriores. Os números colocam o Brasil num quadro de recessão técnica, já que os dados do primeiro trimestre – que antes indicava expansão de 0,2% — foi revisada para queda de 0,2%.

No total, o PIB brasileiro chegou a R$ 1,2 trilhão, tendo sido impactado principalmente pelos recuos nos investimentos (5,3%) e na indústria (1,5%). Se comparado com o mesmo período de 2013, a queda foi de 0,9%. Apesar dos índices negativos, se contabilizados os quatro últimos trimestres, houve alta de 1,4%.

O levantamento revela que as exportações de bens e serviços cresceram 2,8%, enquanto as importações tiveram queda de 2,1%. Em comparação com os últimos quatro trimestres, os resultados são de alta de 1,9% para as exportações e de recuo de 2,4% para as importações.

O consumo das famílias teve crescimento de 0,3%. Em relação ao 2º trimestre de 2013, o aumento foi de 1,2%.

Outro fator apontado pelo IBGE é a queda dos gastos do governo. O recuo foi de 0,7% em relação ao último trimestre e de 0,9% quando comparado ao igual período de 2013.

Mesmo com tais índices, a previsão de especialistas do mercado financeiro para 2014 é de crescimento de 0,7%. As projeções, entretanto, passam por reavaliações desde o começo do ano, com estimativas cada vez menores. Essa situação fez com que o jornal britânico Financial Times comparasse a economia brasileira à “dança da cordinha”. “A avaliação semanal de economistas do mercado do Banco Central do Brasil está se tornando o equivalente à dança da cordinha: a cada ‘rodada’, um pouquinho menor”, destacou.

Já as expectativas do governo são melhores, de crescimento de 1,8%, de acordo com estimativa divulgada em julho. Ainda assim, essa taxa é menor que a previsão inicial, de 2,5%.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a queda do PIB foi causada pelo cenário internacional. Ele afirmou que a retração foi causada, principalmente, pelos índices negativos das economias dos Estados Unidos e Europa.

O ministro também disse que alguns fatores internos afetaram o resultado. Os principais são a seca, que prejudicou o setor elétrico, e o número reduzido de dias úteis. “Isso tem impacto na produção e no consumo, ressaltou.

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