PIB brasileiro cai 0,1% no segundo trimestre, revela IBGE

Os números divulgados nesta quarta-feira, 1º, representam uma desaceleração no ritmo de recuperação verificado no início do ano

Imagem ilustrativa | Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Dados divulgados nesta quarta-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,1% ficando praticamente estável no segundo trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior, o que representa uma desaceleração no ritmo de recuperação verificado no início do ano. Era projetado um crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior.

Levando em consideração o mesmo período do ano passado, o PIB cresceu 12,4%. Nos últimos 12 meses, houve alta de 1,8%. Com esse resultado, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre. De acordo com o IBGE, o PIB continua no patamar do período pré-pandemia e ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

O resultado do trimestre deve garantir um crescimento em torno de 5% para o PIB de 2021, resultado influenciado pela base de comparação ruim de 2020. Para 2022, no estima-se um crescimento próximo de 2%.

Desempenho da Economia

Segundo o IBGE, o desempenho da economia no trimestre vem do resultado negativo da agropecuária (-2,8%) e da indústria (-0,2%). Já os serviços avançaram 0,7% no período. A estabilidade do PIB no segundo trimestre reflete ainda o consumo das famílias, que não variou no período (0,0%). O consumo do governo teve alta de 0,7% e os investimentos recuaram 3,6% no período.

A balança comercial brasileira teve uma alta de 9,4% nas exportações de bens e serviços, a maior variação desde o primeiro trimestre de 2010, com destaque para a safra de soja. As importações caíram 0,6% na comparação com o primeiro trimestre.

Dados do primeiro trimestre, segundo informou o IBGE, tem um crescimento de 1,2%, o que zerou as perdas registradas desde o início da pandemia, quando considerada a média de todos os setores da economia. Os segmentos que mais empregam, como os serviços, ainda não haviam recuperado os níveis do início do ano passado.

*Com informações da Folha de S. Paulo

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