Ex-governador de Minas Gerais e atual pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema virou alvo de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), nessa sexta-feira, 15, por suposta prática do crime de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

A denúncia da PGR tem como base uma série de vídeos divulgados por Zema nas redes sociais sob o título “Os intocáveis”. Nas publicações, o ex-governador faz sátiras envolvendo Mendes e outros ministros da Corte em referências ao caso do Banco Master.

Vale destacar que o crime de calúnia consiste em atribuir falsamente a alguém a prática de um ato definido como crime.

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Romeu Zema é pré-candidato à presidência da República e intensificou os ataques a Gilmar Mendes após declarações do ministro em entrevista à imprensa.

Ao comentar os vídeos publicados pelo ex-governador, Mendes criticou o conteúdo e ironizou o sotaque do político. O ministro também afirmou que Zema “governou Minas com liminares do STF”, em referência a decisões judiciais que suspenderam o pagamento da dívida do estado com a União.

Durante o auge da troca de críticas, Gilmar Mendes solicitou a inclusão de Zema no inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em nota divulgada à imprensa, Zema reagiu afirmando que “intocáveis não aceitam críticas”.

“Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, declarou o ex-governador.