Após crítica de Zema a Flávio Bolsonaro, aliança entre Novo e PL fica ameaçada para 2026
15 maio 2026 às 09h36

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A declaração do pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, sobre o último escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, causou uma crise interna no Partido Liberal (PL) e teria colocado as eventuais alianças dos partidos em jogo.
Em uma publicação nas redes sociais, Zema disse que o pedido de Flávio a Vorcaro teria sido um “um tapa na cara dos brasileiros de bem” e que “é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”.
No entanto, integrantes do PL, em especial os mais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defendem o veto a parceria com o partido Novo nas eleições majoritárias (governos estaduais e ao Senado), em decorrência as falas de Zema.
Para o ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais foi “vil” e se aproveitou para “lançar acusações sem fundamentos” contra Flávio Bolsonaro. Já o coordenador da campanha do senador, o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), chamou as declarações de “oportunistas”.
O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro também afirmou que o diretório do Novo em Minas Gerais recebeu, em 2022, durante a campanha de Romeu Zema, uma doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Henrique está entre os alvos presos pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (14), durante mais uma fase da operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o caso Master.
Leia também: Zema chama cobrança de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Vorcaro de “imperdoável” e “tapa na cara dos brasileiros”



