PF e MPF investigam propina de sócio do banco BTG para ministro do PT, em 2010

Ex-ministro Antonio Palocci assegurou, em nova delação, que o banqueiro André Esteves, do BTG, pagava propina para o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para vazar informações

Depoimento de Antônio Palocci | Foto: Reprodução

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram uma operação na quinta-feira, 3, para investigar supostos vazamentos de informações das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa Selic de juro básico no país, por parte do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, entre 2010 e 2012, para o banqueiro André Esteves, sócio do banco BTG, e se as informações foram usadas para beneficiar um fundo de investimentos administrado pelo BTG Pactual.

A investigação foi iniciada após outra informação repassada pelo ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, em delação premiada à Justiça federal. A PF apura também se os vazamentos de informações do Copom eram remunerados por propina do banqueiro. Segundo a delação de Palocci, o banqueiro e o Partido dos Trabalhadores recebiam propina de Esteves.

Apesar de Palocci não ocupar cargo no alto escalão do governo federal na época em que os supostos vazamentos aconteceram, ele diz saber do caso por manter relação íntima com o ex-presidente Lula da Silva e a cúpula nacional do PT. Em 2010, Palocci era deputado federal e foi nomeado ministro da Casa Civil em 2011.

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