Petistas criticam redução de pessoas atendidas pelo Auxílio Brasil

Em Goiás, um milhão de pessoas deixam de ter amparo social federal. Entre os parlamentares críticos à medida está Rubens Otoni. Para ele, famílias goianas serão prejudicadas

Com um tom crítico a substituição do Bolsa Família pela criação do programa Auxílio Brasil, as bancadas do PT na Câmara e no Senado Federal apontam que um milhão de pessoas serão excluídas pelo novo programa do Governo Federal somente no Estado de Goiás. O total no país, de acordo com os parlamentares, é de 24,8 milhões de pessoas que não serão mais atendidas pelos programas sociais.

Os petistas expuseram este “mapa da exclusão” na tarde da última quarta-feira, 17, quando o partido, que é liderado pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), convocou uma entrevista coletiva para comentar o tema e apresentar os dados comparativos entre o Auxílio Emergencial e o novo programa.

De acordo com o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), somente no Estado de Goiás um milhão de pessoas estarão excluídas do novo programa federal, que atenderá 310 mil pessoas, frente a 1,3 milhão de pessoas que recebiam o Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19.

A nível nacional ele explica que o Auxílio Brasil atenderá 14,5 milhões de pessoas, 24,8 milhões a menos do que o número de pessoas atendidas pelo programa extinto, que atendia 39,5 milhões de pessoas. “Congelamento do salário, inflação altíssima, famílias na miséria, custos altíssimos na comida, gasolina, gás de cozinha, sem perspectiva de crescimento econômico no Brasil e, ainda, a destruição geral em outras áreas, fez o abandono de 24 milhões do Bolsa Família”, criticaram os petistas.

Em defesa da alteração, o deputado General Peterneli (PSL-SP), explica que a redução ocorrerá porque o Auxílio Brasil atende a população com um valor maior que o valor pago anteriormente. A população mais carente receberá entre R$ 217 e R$ 417, sendo que o Bolsa Família paga até R$ 178.

Auxílio Brasil

O programa do Governo Federal substituiu, no último dia 17, o Auxílio Emergencial, que estava sendo pago durante a pandemia de Covid-19. Ele também põe fim ao Bolsa Família, que era pago durante os governos petistas e que foi extinto neste mês, por meio de uma Medida Provisória publicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). A MP tem força de lei, porém precisa ser aprovada pelo Congresso Federal em até 120 dias.

De acordo com o Ministério da Cidadania (MC), o programa atenderá famílias em situação de pobreza e só poderão receber o benefício se houver gestantes ou pessoas com até 21 anos incompletos. Este seriam um dos impeditivos que reduzem a quantidade de participantes do programa, segundo o deputado goiano. “Mais de um milhão de pessoas serão prejudicadas”, criticou o petista.

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