Levantamento do Instituto Datafolha também afirma que as mulheres têm uma visão mais negativa quanto à posse de arma, 71% não querem, enquanto 51% de homens também são contrários

A parcela de pessoas que considera o porte de arma “um direito para se defender” caiu de 41% para 37%, entre outubro e dezembro | Foto: Herick Pereira/TJAM/Arquivo OA

O Instituto Datafolha realizou mais uma pesquisa no Brasil sobre os cidadãos que se declaram a favor ou contrários à posse de arma de fogo por parte da população. Nesta sondagem deste mês, o número de cidadãos contrários ao porte subiu de 55% para 61%, em relação a pesquisa de outubro.

A parcela de pessoas que considera a posse de armas “um direito do cidadão para se defender” caiu entre outubro e dezembro, de 41% para 37%. Outros 2% não souberam responder.

A pesquisa mostra que as mulheres são maioria quanto a liberação de porte de armas: 71% delas são contrárias à posse, enquanto apenas 51% dos homens têm a mesma opinião. Foram ouvidas 2.077 pessoas em 130 municípios em todas as regiões do país, nos dias 18 e 19 de dezembro.

Durante a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) propôs revogar o Estatuto do Desarmamento. Neste sábado, 29, já mudou o discurso e falou que pretende assinar um decreto para dar o porte de arma de fogo para cidadãos sem ficha criminal, além de tornar o registro definitivo, sem a necessidade de renovações, como hoje.