Goiânia agrada 95% dos turistas e 98% recomendariam a cidade; saiba os principais motivos
09 setembro 2026 às 15h42

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Gastronomia bem avaliada, hospitalidade, opções de lazer e compras ajudam a explicar o alto índice de aprovação de Goiânia entre quem visita a cidade. A primeira etapa da Pesquisa de Demanda Turística mostra que 98,33% dos turistas entrevistados afirmaram que recomendariam a capital para outras pessoas. A experiência geral também recebeu avaliação positiva de 95% deles.
Na prática, quase três em cada quatro turistas — 73,33% — deram nota máxima para a experiência em Goiânia. Outros 21,67% atribuíram nota 4. O levantamento ajuda a identificar quais características da cidade estão por trás dessa percepção e também aponta áreas que ainda apresentam espaço para melhorias.
Entre os aspectos analisados, a alimentação, que engloba restaurantes e bares, alcançou a maior média, 4,7 em uma escala de 1 a 5. Dos 192 turistas que avaliaram o item, 75% deram nota máxima. A hospitalidade do povo goianiense veio logo depois, com média 4,6 e nota 5 de 76% dos participantes que responderam à questão.
Os atrativos turísticos tiveram média 4,5, enquanto a sensação de segurança ficou em 4,4. Hospedagem recebeu 4,3; táxis e aplicativos de transporte, 4,2; e limpeza da cidade, 4,1. O transporte público alcançou média 4.
Compras, gastronomia e lazer
A percepção positiva também aparece quando a pesquisa pergunta o que os turistas efetivamente fizeram durante a passagem por Goiânia. Dos 240 classificados como turistas, 81,25% visitaram pelo menos um atrativo ou local da capital.
Entre os 195 que fizeram alguma visita, o Zoológico de Goiânia aparece como o local mais mencionado, com 46,67%. O próprio relatório, porém, faz uma ressalva: 119 desses entrevistados foram abordados no Zoológico, um dos pontos de aplicação da pesquisa, o que pode ter influenciado a frequência com que o equipamento foi citado.
Logo atrás aparecem as compras em shopping centers e na Região da 44, mencionadas por 44,62%. Bares e restaurantes foram citados por 34,87%, enquanto parques aparecem com 28,21% e feiras, com 23,59%. Mercados foram lembrados por 9,74%, o Centro Cultural Oscar Niemeyer por 5,13% e a Praça Cívica e seu acervo Art Déco por 3,08%. Como os participantes podiam indicar mais de uma opção, os percentuais não somam 100%.
Os resultados mostram, portanto, um perfil de visitação que combina lazer, compras e gastronomia. A Região da 44 ganha peso nesse cenário por integrar, junto aos shopping centers, a segunda categoria mais mencionada pelos visitantes. Já restaurantes e bares aparecem tanto entre as atividades realizadas quanto no aspecto que recebeu a melhor avaliação geral.
Mobilidade e informação têm avaliações menores
Se alimentação e hospitalidade puxam a avaliação para cima, outros aspectos apresentam desempenho mais baixo. A mobilidade urbana e a sinalização turística receberam média 3,8. A acessibilidade para pessoas com deficiência ficou em 3,6.
A pesquisa também encontrou baixa utilização de canais de orientação turística. 86,67% dos turistas disseram não ter usado nenhum serviço de informação durante a visita. Entre aqueles que buscaram auxílio, 8,33% recorreram à internet, Google ou redes sociais, enquanto 4,17% procuraram amigos ou familiares. O Centro de Atendimento ao Turista foi mencionado por 0,42%.
Antes mesmo da viagem, a procura por fontes específicas de planejamento também foi reduzida. Entre todos os visitantes entrevistados, 68,93% disseram não ter utilizado nenhuma. Amigos e parentes foram citados por 9,6%, sites e blogs de viagens por 8,76% e agências de viagem por 5,08%.
Turistas movimentam diferentes faixas de consumo
O estudo também dimensionou quanto os turistas gastam durante a permanência na cidade, considerando alimentação, transporte, hospedagem, compras e lazer.
A faixa mais comum foi de R$ 101 a R$ 300 por pessoa ao dia, indicada por 28,75%. Outros 24,58% declararam gastos de até R$ 100. Com isso, 53,33% apresentaram despesas diárias de até R$ 300.
Por outro lado, 16,25% disseram gastar mais de R$ 1 mil por dia, parcela apontada pelo relatório como de maior potencial de consumo turístico. Outros 12,5% gastaram entre R$ 301 e R$ 500; 3,75%, entre R$ 501 e R$ 700; e 3,33%, entre R$ 701 e R$ 1 mil. Já 9,17% afirmaram não ter realizado gastos na cidade.
Viagens são marcadas por família e estadias curtas
A presença de famílias também se destaca no perfil identificado pelo levantamento. Entre todos os 354 participantes, 47,46% estavam viajando acompanhados da família. Outros 31,07% viajavam sozinhos, 7,63% estavam com amigos e 5,93%, em casal.
A hospedagem também revela diferentes formas de permanência. Entre os entrevistados, 35,03% não utilizaram acomodação, em viagens de bate e volta ou situações semelhantes. A casa de amigos ou parentes aparece com 31,64%, enquanto os hotéis representam 22,03% e imóveis privados ou Airbnb, 7,06%.
Entre aqueles que permaneceram na cidade, prevaleceram estadias curtas. A faixa de uma a três noites correspondeu a 24,58% da amostra e a de quatro a sete noites, a 20,06%. Outros 8,47% permaneceram entre 15 e 30 noites.
Goiânia também é ponto de passagem
A pesquisa não analisou apenas quem escolheu Goiânia como destino final. Dos 354 entrevistados, 32,20% estavam na capital em conexão para outro local, o maior percentual entre os motivos de viagem. Depois aparecem visitas a familiares e amigos, com 22,32%; lazer, com 13,28%; negócios ou trabalho, com 10,73%; e turismo de saúde, com 8,47%.
Segundo o relatório, a inclusão dos passageiros em conexão busca dimensionar o papel de Goiânia na distribuição regional de viajantes. Entretanto, as informações desse público não foram consideradas nas análises específicas sobre comportamento e consumo turístico, justamente porque a permanência na cidade estava condicionada à conexão.
O ônibus regular foi o principal meio de chegada à capital, utilizado por 40,68% dos entrevistados. O carro aparece em segundo lugar, com 30,51%, seguido pelo avião, com 23,16%. Excursões de ônibus ou van representaram 3,95%.
De onde vêm os visitantes
A maior parte do público pesquisado, 94,07%, residia no Brasil. Entre os estados, Goiás respondeu pela maior parcela, com 27,97%, seguido por São Paulo (11,86%), Maranhão (10,17%), Tocantins (8,19%) e Mato Grosso (7,91%).
Os visitantes internacionais representaram 5,93% da amostra e vieram de dez países. Os Estados Unidos tiveram a maior participação, com sete entrevistados, seguidos pela Argentina, com três. Também foram registrados visitantes da Alemanha, Austrália, Bélgica, Colômbia, Espanha, França, Inglaterra, Portugal e Suíça.
A faixa etária mais presente foi a de 35 a 44 anos, que concentrou 29,66% dos participantes. Pessoas entre 25 e 34 anos representaram 21,47%, e aquelas entre 45 e 54 anos, 18,64%. Mulheres corresponderam a 55,65% da amostra.
Levantamento terá mais três etapas
A primeira etapa foi realizada em julho, período classificado como alta temporada com base em indicadores de sazonalidade do setor hoteleiro. Foram feitas 354 entrevistas presenciais, sendo 109 no aeroporto, 126 no Terminal Rodoviário e 119 no Zoológico. A meta inicial era de 375 entrevistas.
O levantamento continuará ao longo de 2026. A previsão é chegar a 1,5 mil entrevistas, divididas igualmente entre quatro períodos: julho e dezembro, considerados de alta temporada, e setembro e novembro, de baixa temporada. A intenção é comparar os resultados e identificar mudanças no perfil, no comportamento e na experiência de quem visita Goiânia ao longo do ano.
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