Perspectiva de faturamento das empresas despenca no 2º trimestre, aponta pesquisa

São 25% os que preveem crescimento do faturamento para o ano de 2020. No trimestre anterior eram 83% do total

De acordo com a Pesquisa Perspectiva Empresarial da Boa Vista, realizada no 2º trimestre de 2020, 24% das empresas entrevistadas afirmam que vão aumentar os investimentos ainda este ano, enquanto no 1º trimestre eram 75%. Já no mesmo período de 2019, 56% das empresas tinham esta intenção.

Dos 24% que esperam investir até o fim deste ano, em relação a investimentos em pessoas, 21% esperam investir mais. Já em relação a produtos, são 32% que esperam empregar mais recursos. Por fim, quando o assunto é tecnologia, 34% acreditam investir mais até 2020 acabar. O gráfico a seguir ilustra os números.

Assim como em relação ao investimento, a perspectiva para o faturamento é bem menos otimista do que no 1º trimestre. São 25% os que preveem crescimento do faturamento para o ano de 2020. No trimestre anterior eram 83% do total. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a queda é menor, mas também acentuada: de 38 pontos percentuais (eram 63%).

15% dos cerca de 600 empresários ouvidos no 2º trimestre de 2020 acreditam que a inadimplência deve diminuir em 2020. No trimestre anterior eram 50%, e no 2º trimestre de 2019, 36%. Mais da metade (52%) acredita que a inadimplência vai aumentar ainda em 2020, enquanto 33% esperam uma estabilização. A imagem a seguir contém os dados completos: 

Quanto ao nível de endividamento, 44% acreditam em aumento, 33% em estabilização e 23% em diminuição. No trimestre anterior esses números eram de, respectivamente, 12%, 30%, 58%. Já no mesmo período de 2019, eram de 15%, 33% e 52%.

Metodologia

A Pesquisa Perspectiva Empresarial, da Boa Vista, entrevistou cerca de 600 empresários, em todo o país, durante o segundo trimestre de 2020. A metodologia utilizada foi a quantitativa, por meio de consulta eletrônica via internet. O universo é representado por empresas do Comércio (atacadista e varejista), de Serviços (instituições financeiras e construção civil) e Indústria. Para leitura geral dos resultados, deve-se considerar 90% de grau de confiança, e margem de erro de 3% p.p., para mais ou para menos.

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