Permissionário do Mutirama paga anualmente taxa municipal com parque fechado

Empresário no parque há 29 anos lamenta descaso da Prefeitura de Goiânia com a situação dos antigos permissionários 

Francisco Carlos esteve com vereadores para buscar ajuda | Foto: Mayara Carvalho/Jornal Opção

Um dos permissionários do Parque Mutirama, Francisco Carlos, conhecido como Carlão do Mutirama, visitou os vereadores de Goiânia nesta semana com o intuito de pressionar a aprovação de um projeto de Lei que permita aos empresários do parque continuarem no local por dois anos. Carlão reclama que a Prefeitura de Goiânia quer licitar novos permissionários sendo que o contrato foi encerrado antes do prazo.

Um projeto do vereador Paulo Daher (DEM) foi aprovado em primeira votação. O parlamentar explica que o projeto dará condições de que estes antigos permissionários participem do processo licitatório sem qualquer tipo de prejuízo. Daher quer garantir que eles consigam voltar ao parque após dois anos sem ganhar dinheiro, o que desequilibra a participação com quem está na ativa e dinheiro no bolso. O projeto segue para segunda votação na semana que vem.

“São 36 famílias que estão sem trabalhar há mais de um ano com prejuízo acumulado de vários meses”, argumenta Paulo Daher.

Vereador Paulo Daher apresentou projeto para equilibrar processo licitatório | Foto: Wictória Jhefany / Câmara Municipal

O empresário Francisco Carlos conversou com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), em diversas ocasiões em que, segundo ele, foi destratado. Ainda assim, o permissionário paga anualmente uma taxa à Prefeitura com o parque fechado.

“A Prefeitura de Goiânia quer licitar novos permissionários sendo que nosso contrato foi interrompido faltando seis meses para acabar”, questiona Francisco Carlos.

Segundo o empresário, o gestor do parque procurou os permissionários há algum tempo para dizer que eles participariam da licitação. No entanto, o gestor portava um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) em mãos. Francisco Carlos questionou que o documento não se referia a uma licitação. “Disseram que o TAC era para gente. Disse que tinha a minha documentação legalizada, inclusive o pagamento de taxas. Mas, me disseram que eu estava ilegal”, lamenta o permissionário.

O contrato de Francisco Carlos venceria em 31 de dezembro de 2017. O parque Mutirama fechou em 26 de julho de 2017. “Esse parque era para estar aberto desde janeiro de 2018, mas as conversas ficam para abrir de 6 em 6 meses e não abre. Quando abrirem, vai precisar reformar de novo”, afirma Carlão.

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