Peemedebista afirma que partido faz esforço para o “novo PMDB prevalecer”

Marcelo Melo, que esteve em reunião com Michel Temer, criticou divisão interna e garantiu que só terão sucesso “se o partido não pertencer a apenas uma pessoa

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Ex-deputado estadual, Marcelo Melo, da ala que defende que momento não é de expulsar integrantes / Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O PMDB tem se reunido e articulado no sentido se unir a legenda para as próximas eleições. Com a última vitória em Goiânia de Iris Rezende em 2008, e uma sucessão de derrotas nas eleições estaduais, integrantes da legenda tentam emplacar novos nomes para os próximos pleitos em Goiás.

É o que diz o ex-deputado estadual Marcelo Melo, comentando o que já vem sendo difundido há algum tempo. De acordo com o político, está havendo um esforço muito grande no sentido de prevalecer com o chamado “novo PMDB” — com nomes como Júnior Friboi e Daniel Vilela.

Marcelo, entretanto, comenta que espera que esse esforço tenha sucesso, mas que ainda não sabe garantir com certeza se assim será. “Pode haver sucesso desde que o partido não pertença a uma só pessoa”, afirmou em um contexto que relembra o discurso dos friboizistas no ano passado, que constantemente diziam que Iris Rezende comandava o partido.

Na última quarta-feira (4/3), Marcelo compareceu juntamente com o deputado estadual José Nelto, o prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela, os deputados federais Pedro Chaves e Daniel Vilela, entre outras autoridades do PMDB, a uma reunião em Brasília com o presidente nacional da legenda e vice-presidente da República, Michel Temer.

Conforme Marcelo Melo, durante o encontro Maguito frisou que a união do partido é a maior necessidade e preocupação do momento. “Depois que o PMDB se dividiu entre a ala do Iris e a ala do Maguito, não conseguiu mais ganhar eleição”, explicou.

No entendimento do ex-deputado estadual, um partido que quer se unir não pode falar em expulsão (já que no momento, os processos de Júnior Friboi e Frederico Jayme estão sendo analisados). “Michel não comentou, mas ele, como líder que é, sabe que uma pessoa como o Júnior é importante. Qualquer partido gostaria de ter, e o PMDB querendo expulsar.”

Ainda sobre essa questão, Marcelo frisou que na época de lançamento de candidaturas, tudo foi mal discutido, e integrantes da legenda acabaram tomando rumos diferentes — mas continuam sendo peemedebistas. “Não podemos fazer uma caça as bruxas depois que perdemos as eleições”, pontuou.

Questionado sobre sua opinião quanto à possível candidatura de Iris em Goiânia, Marcelo admitiu que o decano tem força na capital, mas disse que prefere não “emitir juízo” do cenário.

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