PC prende policiais federais suspeitos de atentado contra advogado

Por meio de nota, foi confirmada a participação dos agentes aposentados Ovídio Rodrigues Chaveiro e Valdinho Rodrigues Chaveiro

Advogado em primeira entrevista coletiva após atentado | Foto: Amanda Damasceno/ Jornal Opção

A Polícia Civil do Estado de Goiás confirmou, na manhã desta terça-feira (27), a prisão dos irmão Ovídio Rodrigues Chaveiro e Valdinho Rodrigues Chaveiro, policiais federais aposentados suspeitos do atentado que feriu o advogado Walmir Oliveira da Cunha, de 37 anos, em 15 de julho de 2016.

Além dos dois mandados de prisão temporária, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva (Jéssica Domingos Chaveiro, Natália Domingos Chaveiro e Soraia Domingos Rodrigues, filhas e esposa de Valdinho).

No dia 27 de outubro, a Polícia Civil de Goiás fez a divulgação de cartazes com a imagem de um dos suspeitos de ter enviado artefato explosivo à um escritório de advocacia no Setor Marista, em Goiânia, em julho deste ano.

Os cartazes serão fixados em Anápolis e em Goiânia, cidades de onde os autores do crime seriam oriundos.

O atentado

Na tarde do dia 15 de julho deste ano, Walmir Cunha recebeu uma encomenda em seu escritório de advocacia no setor Marista, em Goiânia. Pensando se tratar de uma caixa de vinho, presente que costuma receber de um cliente português, o advogado começou a abrir a caixa, mas viu fios e percebeu que se tratava de uma bomba. Avisou a secretária, que segurava o embrulho e ficou paralisada. Walmir voltou, então, para a mesa, pegou a caixa e ao tentar arremessá-la para o outro lado da sala, a bomba explodiu.

Com a explosão, o advogado acabou perdendo três dedos da mão esquerda, sofrendo diversas queimaduras pelo abdômen e uma fratura exposta na perna. Desde então, ele já passou por oito procedimentos cirúrgicos e deve passar por mais um nos próximos dias.

Nesta terça-feira (20/9), o advogado encaminhou uma nota à imprensa na qual diz que está confiante nas investigações da Polícia Civil e que as conclusões do inquérito divulgadas “só confirmam a hipótese inicial de que a motivação para o crime está ligada à sua atuação profissional, o que atinge também toda a sociedade com a tentativa de cerceamento da atuação de advogados na defesa dos direitos e demandas da população.”

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