Paulo Garcia e o setor produtivo definem estratégia para alteração de alíquotas do IPTU, em Goiânia

Grupo alega que a proposta inicial vai impactar na vida dos cidadãos goianienses. E, se aprovado da forma como foi apresentada, o menor aumento será de 120%, podendo chegar a 1.000%

Representantes da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), do Fórum Empresarial e de Habitação, que reúnem ao todo 11 entidades goianas, se reuniram nesta sexta-feira (19/9) com o prefeito Paulo Garcia (PT) e discutiram o projeto de lei que reformula o Código Tributário de Goiânia. O grupo alega que a proposta inicial vai impactar negativamente na vida dos cidadãos goianienses. Após avaliar a posição manifestada sobre a alteração das alíquotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU), o petista afirmou que será preciso uma análise conjunta, por meio de números e projeções, para que seja feita uma proposta consensual, na qual todas as partes sejam consultadas.

A proposta protocolada pela Câmara na última semana prevê que a alíquota IPTU seja feita sobre o valor venal, e não mais pela localidade do imóvel. Segundo o texto do projeto, a cobrança do imposto se dará de forma progressiva.

Em entrevista ao Jornal Opção Online o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Goiás (Sinduscom) e representante do Fórum Empresarial, Carlos Alberto Moura, ressaltou que o prefeito aceitou a contratação de um órgão ou fundação para fazer um estudo territorial aperfeiçoado da capital. “Além disso, Paulo Garcia prometeu estudar a possível chance de aprovar apenas as alíquotas”, disse.

Segundo o secretário municipal de Finanças, Jeovalter Correia, ainda não há conclusão do projeto, mas “existe uma disposição do prefeito e do setor produtivo para chegar a um acordo e, neste fim de semana, haverá o diálogo”.

Uma nova discussão foi marcada para este sábado (20) pela manhã. Caso haja uma decisão entre o prefeito e o setor produtivo, o secretário garantiu que será enviada, no meio da próxima semana, a planta de valores para a Câmara com intuito de ser avaliada em conjunto.

Entre os representantes, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Pedro Alves de Oliveira, mostrou otimismo no rumo das negociações propostas pela prefeitura. “Está avançando a cada momento. E nós defendemos a existência de uma coluna única, e não três ou quatro alíquotas como estamos vendo”, concluiu.

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Joana

Pior Prefeito que Goiania já teve. Totalmente incompetente!!!! Não ganha mais nem pra Presidente de bairro…