Paulo Garcia afirma que economia da reforma administrativa “não necessariamente” servirá para pagar data-base

Ressaltando que as duas matérias são distintas, prefeito garante que irá analisar reajuste de salário dos servidores municipais “com responsabilidade”

Foto: Dias Neto

Foto: Dias Neto

Durante entrevista coletiva realizada na tarde da última quarta-feira (11/2), o prefeito Paulo Garcia (PT) afirmou que a economia que a Prefeitura pode conseguir com a reforma administrativa “não necessariamente” servirá para pagar a data-base dos servidores municipais.

De acordo com o gestor, a reestruturação do organograma municipal e o reajuste do salário dos servidores são matérias distintas. “Todas as matérias estão sendo analisadas com muito critério, com muita responsabilidade. Eu não farei nada que nos coloque em situação de risco”, afirmou.

A questão do reajuste dos salários vem sendo discutida há algum tempo. Inicialmente, a reposição estava prevista para 60% dos servidores e com retroativo a partir do dia 1º de janeiro deste ano.

Porém, quando a questão foi discutida na Câmara Municipal em janeiro deste ano, duas emendas foram aprovadas por unanimidade pelos vereadores. Deste modo, o projeto passou a abranger todos os servidores e a ser retroativo a maio de 2014.

O prefeito, então, vetou as emendas, já que, de acordo com ele, “É quase impossível conceder a retroatividade”. O veto ainda deve ser encaminhado para votação na Câmara, onde deve ser derrubado.

Na última quarta-feira (11), o líder do governo na Câmara, o vereador Carlos Soares (PT), afirmou ao Jornal Opção Online que o veto não é uma decisão impositiva e que a Prefeitura está ouvindo os sindicatos para construir um novo projeto para ser apresentado a Câmara.

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