Parlamentares goianos se revoltam com filme de Danilo Gentili

Classificado para maiores de 14 anos, o longa traz cena que induz a prática de atos sexuais entre adulto e criança. Francisco Júnior, Humberto Teófilo e Thialu Guitti criticaram a produção

O filme “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”, lançado em 2017, do humorista Danilo Gentili, entrou para o catálogo da Netflix recentemente e tem sido alvo de críticas de políticos goianos sob alegação de que a produção faz apologia à pedofilia durante uma cena protagonizada por Fábio Porchat. O presidente da Frente Parlamentar Católica na Câmara Federal, deputado Francisco Jr. (PSD) solicitou investigações. O deputado estadual Humberto Teófilo (sem partido) apresentará uma moção de repúdio contra a plataforma de streaming. Já o vereador Thialu Guitti (Avante) classificou a produção como “crime contra as crianças e adolescentes”.

A cena que tem gerado revolta está com o comediante Fábio Porchat, nome que também tem sido bombardeado por críticas. Nas imagens, o personagem Cristiano (Fábio Porchat) pede para que duas crianças realizem um ato sexual nele. “Vamos esquecer isso tudo, deixar isso de lado e em troca vocês batem uma p*nheta pro tio”, diz. Os meninos se negam e Cristiano zomba das crianças os chamando de “juventude retrógrada”. Depois, a cena sugere que o personagem abra o zíper da calça para satisfazer o desejo dele.

O presidente da Frente Parlamentar Católica da Câmara Federal, deputado Francisco Jr. (PSD), diz que não há margem para “má interpretação”. Segundo ele, existe um “induzimento à prática de atos sexuais entre um adulto e criança menor de 14 anos, com uso de coação moral entre ambos, e uma certa normalização dos atos, como sendo: comum e até cômico”. O deputado repudiou a cena, em nome da Frente Parlamentar e solicitou investigação sobre o filme, além de solicitar a alteração da classificação indicativa do referido filme. Atualmente, o longa é para maiores de 14 anos.

O deputado estadual Humberto Teófilo (sem partido), pede para que os pais e mães tomem cuidado com o conteúdo consumido pelas crianças “Estão tentando de todas as formas destruírem a nossa família, destruírem a inocência de nossas crianças”, afirma. Ele ressalta que pedofilia é um crime e que nesta terça-feira, 15, apresentará uma moção de repúdio contra a Netflix e a produtora do filme na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Na mesma linha, Thialu disse que os pais precisam proteger as famílias “desse tipo de abuso”. O vereador, que também preside o Avante, lembrou que em 2017 o Ministério Público chegou a questionar a classificação indicativa do filme, que o parlamentar chamou de “imundice”. “Precisamos resistir a normalização da pedofilia e de produções como essas”, critica.

Essa não é a primeira vez que produções disponibilizadas na Netflix revoltam políticos goianos. Rafael Gouveia (PP) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás para repudiar uma série da Netflix em que Jesus é homossexual. Amauri Ribeiro (Patriota) comemorou a retirada de especial da Porta dos Fundos do catálogo do streaming. Já o vereador Ronilson Reis (Podemos) chegou a pedir que a produtora Porta dos Fundos recebesse uma Moção de Repúdio em nome do poder legislativo goianiense.

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