Parlamentares evangélicos criticam discussão acerca do abuso de poder religioso nas eleições. Entenda

TSE defende que o debate é para garantir mais isonomia e condições igualitárias aos candidatos, no entanto, políticos do segmento religioso não interpretam dessa forma

Igreja Videira/Divulgação

Conforme mostrado pelo Jornal Opção o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem buscado formas mais eficazes de se apurar o abuso do poder religioso nas disputas eleitorais. O TSE defende que o debate é para garantir mais isonomia e condições igualitárias aos candidatos.

No entanto, a ideia não é bem vista por diversos representantes do segmento religioso goiano. Um deles é o pastor e deputado estadual Henrique César – mais votado do Estado no pleito de 2018 – que acredita, inclusive, que a intenção por trás da medida vai na direção oposta ao que está sendo disseminado.

“O que vemos é uma clara perseguição à igreja e seus fiéis. Todos segmento possui seus representantes. É assim com o segmento ruralista, com o segmento dos médicos, trabalhadores em Educação, segurança pública e tantos outros. Por que tentam impedir que o mesmo aconteça no nosso segmento?”, questionou o parlamentar.

Para deputado estadual Henrique Cesar, avanço da discussão é uma “clara perseguição à igreja e seus fiéis”

Para ele, a intenção com isso é tirar força da igreja. “Mas não da igreja em si e sim dos valores que a igreja traz consigo e daqueles que representam a família, os bons costumes, a não corrupção e tantos outros valores que, inclusive, nosso preside Jair Bolsonaro prega e acaba, por isso, sendo perseguido”, argumentou.

Preocupação “genuína” com o pleito?

Já o vereador Oseias Varão argumenta que todo processo que envolve a participação humana está naturalmente suscetível à equívocos. “A realidade é que temos pessoas tentando influenciar as eleições das mais diversas formas possíveis. Um prefeito que tem o poder pode utilizar de sua posição para tentar influenciar uma disputa, por exemplo, ou estou errado?”, indaga.

Oseias reconhece a necessidade de se “coibir os excessos” no entanto acredita que não é o caso das igrejas. “Eu que sou do meio sei que boa parte dos membros não seguem as orientações de seus pastores”, completou.

Oseias Varão: “Quando não alcançam o resultados esperado nas eleições buscam expedientes para tentar diminuir ou inibir o crescimento daqueles que se destacam

“O que vejo é que há um interesse político por trás dessas pautas. Não há uma preocupação genuína com o processo eleitoral e sim uma preocupação com as pautas conservadoras que avançam no meio político. Isso está gerando um grande incômodo nas autoridades, especialmente naquelas que integram o STF [Supremo Tribunal Federal]”, argumentou.

Na interpretação do parlamentar, muitas das autoridades inseridas nesses espaços de decisão e poder “possuem uma tendência à esquerda progressista” e “quando não alcançam o resultados esperado nas eleições buscam expedientes para tentar diminuir ou inibir o crescimento daqueles que se destacam”.

2 respostas para “Parlamentares evangélicos criticam discussão acerca do abuso de poder religioso nas eleições. Entenda”

  1. Gabriel disse:

    Tem que acabar mesmo com este apadrinhamento de evangélico com política ,tem muita gente querendo ganhar eleição em nome de Deus .

  2. Gabriel disse:

    Bolsonaro e um belo exemplo de usar evangélicos para se promover , tem que acabar com isso , Deus e uma coisa política e outra ,

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