Para representante da UFG, decreto que muda escolha de reitores fere autonomia

Assessor da reitoria da universidade demonstra preocupação com possíveis critérios ideológicos para a definição de cargos

Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Para o assessor da reitoria da Universidade Federal de Goiás (UFG) professor Nelson Cardoso Amaral, o decreto que modifica as regras de nomeações de cargos ligados à Educação fere a autonomia universitária.  O professor expõe ainda críticas sobre quais serão os critérios adotados nas avaliações do Governo.

No decreto publicado na quarta-feira, 15, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fortaleceu o poder de decisão do ministro Santos Cruz, da Secretaria Geral do Governo (Segov). O documento resguarda ao ministro o direito de avaliar as indicações para cargos do segundo e terceiro escalão do Governo, além de importantes cargos ligados à Educação.

Isso significa que as designações para reitor, vice-reitor e pró-reitores poderão ser refutadas pelo ministro. Para o assessor da UFG, isso compromete a autonomia institucional. Ele lembra que a atual configuração de escolha de reitores, por meio de votação, foi estabelecida após o fim da ditadura militar, em 1985.

“A preocupação é, sobretudo, sobre o fator ideológico que possa estar envolvido nesse processo de avaliação. Imagino que irão bloquear as pessoas que desagradam a maneira que eles pensam. É um retrocesso terrível no quesito de controle, de censura”, afirmou Nelson Cardoso.

IFG

Já o reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), professor Jerônimo Rodrigues da Silva, disse, em nota, que aguarda do Conselho Nacional da Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) uma análise jurídica do decreto.

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