Para evitar nova crise, Saneago decreta situação de emergência no Meia Ponte e João leite

Prognóstico da gestão estadual prevê para o período de fevereiro a setembro de 2018 chuvas abaixo do normal

Foto: Larissa Quixabeira/Jornal Opção

O governo de Goiás decretou situação de emergência nas bacias dos rios Meia Ponte e João Leite pelo período de 290 dias. A decisão consta no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (13/3) .

O ato governamental define ações para garantir o uso prioritário de água, a divulgação e conscientização para o seu uso racional, e atuação de operação policial para reprimir o uso de água em desacordo com os processos de licenciamento da utilização de recursos hídricos.

A medida foi necessária diante da redução do regime de chuvas nos últimos 20 anos em ambas as bacias, e depois do prognóstico de precipitação pluviométrico para o período de fevereiro a setembro de 2018 apontar maior probabilidade de chuvas abaixo do normal.

Foi considerada ainda a crise de abastecimento de água que a Grande Goiânia enfrentou nos meses de setembro a outubro de 2017, quando ocorreram limitações no fornecimento de água em alguns setores da capital.

O decreto que determina a situção de emergência hídrica nas bacias do Meia Ponte e João Leite estabelece restrições ou suspensão para o uso de água bruta. De acordo com a decisão, a captação de águas nestes locais para atividades agropecuária, industrial, comercial, de lazer e outros usos poderá ser restringida ou suspensa, de modo a priorizar o abastecimento para consumo humano.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (13/2), o presidente da Saneago, Jalles Fountoura, explicou que a medida foi planejada e pensada a longo prazo para que o cenário presenciado no último ano fosse evitado. “Possivelmente teremos outro estresse hídrico em 2018, então, começamos a pensar alternativas”, explicou.

Também presente na coletiva de imprensa, o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Hwaskar Fagundes, reforçou a importância do decreto ao afirmar que é preciso se precaver frente à ameaça iminente de falta de água na região metropolitana. “Estudos comprovam que a bacia teve um comportamento anormal no ano passado com níveis bem mais baixos e essas medidas visam normalizar o abastecimento e evitar qualquer tipo de surpresa.”

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