Protesto na Avenida Paulista contra a Lei de Migração aprovada no Senado teve tumulto e bombas caseiras

Hasan Zarif é preso durante protesto anti-migração na Avenida Paulista | Foto: Reprodução / Facebook

Ao menos duas pessoas foram presas na noite da última terça-feira (2/5) após confusão durante protesto contra a Lei de Migração, na Avenida Paulista, em São Paulo. Um deles é Hasan Zarif, dono do restaurante Al Janiah, local de encontro e resistência de imigrantes palestinos em São Paulo.

Vários vídeos postados em redes sociais mostram a confusão, mas não é possível identificar de onde partiu o princípio do tumulto. Nas gravações, manifestantes agridem e mobilizam pessoas contrárias ao protestos, supostamente estrangeiros, e chamam a polícia para que possa efetuar a prisão enquanto entoam gritos de “Viva a PM!”

No Facebook, os militantes de direita afirmam ter sido vítimas de um “ataque terrorista” durante o protesto e acusam refugiados de terem jogado uma bomba caseira no meio da manifestação. Os integrantes do movimento de direita são contrários à Lei de Migração e defendem a intervenção militar no país.

Por outro lado, o advogado de Zarif, Hugo Albuquerque nega que ele tenha iniciado qualquer tumulto e explica que a houve provocações que terminaram em agressões mútuas. Um dos presos, identificado como Nur, ficou ferido na confusão e teve que ser encaminhado a uma unidade de saúde. Zarif  foi levado para o 78º Distrito Policial de São Paulo e até a manhã desta quarta-feira (3/5) continuava detido.

“Essas pessoas de ultradireita estão acusando Hasan e os militantes antifascistas de os terem agredido. O que pelo que conhecemos de Hassan, do Nur, e das outras pessoas, é uma completa mentira. Nur está bem, foi ferido no nariz”, disse o advogado.