Padre é denunciado por estupro de adolescente

Igreja Católica afirma que relação entre o jovem e o padre foi consensual, mas defesa do garoto afirma que a denúncia na esfera criminal é a prova de que se tratava de uma série de violências sexuais

Acusado de violentar repetidas vezes o jovem Elissandro Dias Nazaré de Siqueira, de julho de 2014 a setembro de 2016, o padre da Igreja Católica, Bartolomeu da Silva Paz foi denunciado pelo Ministério Público no final de abril deste ano. O caso ocorreu na paróquia Mont Serrat, no bairro Pinheiros, na cidade de São Paulo e foi divulgado pela Revista VEJA, ainda em agosto de 2019, quando o próprio jovem narrou a história.

A sequência de violências começou quando Elissandro tinha apenas 17 anos e durou dois anos. O jovem conta que o padre o acolheu e, em troca, passou a exigir favores sexuais. “Conforme as investidas passaram a ser rotineiras, e a vítima, sentindo-se constrangida, envergonhada e com medo, pois o denunciado já havia afirmado que possuía uma arma de fogo na casa paroquial, acabou por ceder. Afinal, Elissandro, rapaz jovem, estava sozinho em uma metrópole desconhecida, sem condições financeiras e não tinha a quem se socorrer ”relata a denúncia.

A denúncia detalha os encontros entre o jovem e o padre e a relação de submissão que se estabeleceu. Elissandro era obrigado a lixar os pés do pároco e praticar sexo oral, durante o serviço. O padre prometia, também, em troca, tratamento dentário e cursos para o jovem. Em janeiro deste ano, outra vítima também falou à Revista VEJA e contou que foi abusada pelo mesmo padre no ano de 2004. No Vaticano, o padre recebeu uma punição branca – apenas três anos de afastamento e um ano de reclusão em uma casa para clérigos. Para a Igreja, o relacionamento entre Elissandro e o padre foi considerado consensual.

Com a denúncia na esfera criminal fica claro para a defesa do jovem que jamais houve uma relação amorosa ou consentida, como defende a Igreja Católica.

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