Paciente diz que em 4h30 sequer passou pela triagem no Cais de Campinas

Segundo Flávia Munique longa espera é motivação para automedicação; no local, ela diz que só havia dois clínicos gerais

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Longas esperas no Cais de Campinas | Foto: Leicilane Tomazini/Jornal Opção

Flávia Munique procurou o Cais de Campinas para o atendimento de urgência às 12h desta segunda-feira, 6, mas até às 16h30 ainda não tinha sido atendida, nem mesmo passado pela triagem. Ela, que não sabe o que tem, diz, de forma cética, que, quando for chamada por um dos dois únicos clínicos gerais que estavam em atuação, provavelmente irão mandá-la para casa com prescrição de uma gripe.

“Se tiver uma situação mais grave, provavelmente passará despercebida”, diz deprimida com a longa espera e ressalta que é preferível ficar em casa, se possível. “Mesmo eles informando contra a automedicação”.

Para ela, a situação não é culpa dos funcionários, mas do sistema. “Alguma coisa que tem que funcionar, não está funcionando. E eu, como boa parcela da sociedade, estou na esperança de melhorias”, afirma ela que já adianta: “Depois de sair, vou me automedicar e continuar a vida”.

O Jornal Opção solicitou um posicionamento à assessoria de comunicação da secretaria municipal de Saúde e vai atualizar a matéria assim que a resposta for enviada.

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