Obras paradas do BRT acumulam lixo e viram criadouros do mosquito da dengue

Situação da obra paralisada em frente ao Terminal Rodoviário de Goiânia é caótica e coloca em risco quem transita pelo local

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Idealizado para ligar as regiões norte e sul de Goiânia, o BRT está longe de cumprir seu papel. Pelo contrário; as obras paralisadas além de custar mais de R$ 1 milhão por mês aos cofres públicos agora servem também para acumular lixo e criar mosquito da dengue.

Quem passa próximo à obra abandonada em frente ao Terminal Rodoviário de Goiânia, no setor Central, se assusta com o que vê: verdadeiras crateras cheias de lixo como garrafas pet e plásticos e água da chuva. O ambiente propício para o desenvolvimento do aedes aegypit.

Além disso, ripas de madeira e armações em ferro expostas colocam em risco as pessoas que transitam pelo local. O local era isolado por blocos de concreto, mas alguns também foram arrastados e se misturaram ao lixo.

As obras do BRT foram paralisadas após suspensão do repasse de R$ 10 milhões por parte da Caixa ao consórcio formado pelas empresas EPC e WGV. Os recursos foram retidos após apontamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de que itens e materiais estariam acima e outros abaixo do preço.

O secretário de  municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Fernando Cozzetti, esteve na Câmara Municipal, no mês de agosto, para prestar esclarecimentos sobre o atraso nas obras. Na ocasião, ele informou que o novo prazo para conclusão do BRT é final de 2019, “caso o processo seja destravado junto à Caixa Econômica Federal”.

Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), mas não obtivemos resposta até a publicação desta matéria.

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