Novo presidente da Comurg promete encerrar crise até esta quarta-feira

Ormando José Pires Júnior defendeu que não haja terceirização dos serviços próprios da Comurg e garantiu que na quinta-feira será coletado lixo produzido naquele dia, sem acúmulo

Ormando José Pires: “Os novos caminhões vão servir para nos auxiliar para uma manutenção preventiva adequada”

O novo presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Ormando José Pires Júnior, não terá, necessariamente, que se inteirar da situação da pasta, visto que é funcionário de carreira e nesses 26 anos de dedicação ao órgão já passou por diversas áreas. Formado em administração de empresas e graduando de engenharia civil –– faltam 3 anos para concluir o curso ––, ele já foi diretor de planejamento, chefe do departamento financeiro, chefiou a área de coleta e participou do planejamento e implantação da coleta seletiva.

Em entrevista ao Jornal Opção Online no final da manhã desta terça-feira (6/5) o presidente da Comurg garantiu que nesta quinta-feira (8) os caminhões da coleta estarão fazendo a limpeza dos detritos gerados no dia, ou seja, a capital será limpa entre hoje e quarta-feira. “Isso será possível porque o prefeito Paulo Garcia e o Nelcivone [Melo, interino por 21 dias] já estavam tomando algumas medidas.”

Ormando tem o perfil jovem e técnico solicitado por vereadores dias atrás, o que pode ter acelerado a saída de Nelcivone Melo da presidência interina após apenas três semanas, curto período no qual o gestor chegou a ser convidado para comparecer à Câmara. Ormando José afirmou ser favorável ao serviço de limpeza urbana feito exclusivamente por servidores públicos da pasta, para evitar o consequente gasto a mais no caso de terceirização. “[Com a terceirização] Se paga para um serviço que podemos fazer, o que aumenta os custos”, sintetizou, pontuando que a limpeza urbana da capital realizada pela Comurg “sempre foi de qualidade”, com exceção ao atual momento vivido pela companhia, como também lembrou.

O presidente disse que não saberia citar municípios que adotam terceirização para a coleta de lixo. Conforme noticiado na atual edição do Jornal Opção, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo e Trindade, vizinhas da capital, têm obtido êxito com esse modelo e não enfrentaram situação semelhante à de Goiânia, que repercutiu até em rede nacional.

Perguntado sobre em quais municípios se espelha para defender o serviço sem terceirização, Ormando citou o Rio de Janeiro. A reportagem então lembrou a recente polêmica que envolveu a cidade maravilhosa durante o carnaval, com a greve dos garis, e o presidente afirmou que tanto funcionários públicos como os que prestam serviços a empresas privadas são organizados em sindicatos, o que abre a possibilidade de reivindicações que resultem na paralisação dos serviços.

Ajuda do governo

Segundo Ormando José, a previsão é que o convênio com o governo do Estado com contrapartida da prefeitura de Goiânia (R$ 5,8 milhões do Estado e R$ 200 mil da gestão municipal) seja firmado no máximo até sexta-feira próxima (9). Se dentro deste cronograma, a expectativa é que dentro de 30 dias a frota para coleta de lixo em Goiânia conte com 86 caminhões compactadores, dos quais 63 já estão em atuação desde o último final de semana e 23 serão adquiridos com o montante do convênio. “Os novos caminhões vão servir para nos auxiliar para uma manutenção preventiva adequada”, explica.

O supersalários e a resposta a Elias Vaz

Sobre questionamento do vereador Elias Vaz (PSB) sobre salário na ordem de R$ 58 mil recebidos em fevereiro por Ormando, cujo salário à época era na faixa dos R$ 2 mil, o presidente da Comurg, que com o cargo de confiança disse que passará a receber em torno de R$ 10 mil, explicou se tratar de montante ocasionado por: adicional de férias, abono de 1/3 do pagamento, abono pecuniário de dez dias de férias vendidas à companhia mais o adiantamento do 13º salário. “Tanto está dentro da legalidade que se for procurar no portal da transparência em março eu recebi R$ 800”, afirmou.

“O que o vereador não consegue explicar é porque provocar polêmica com uma situação ocorrida antes de ser estabelecido o teto de R$ 19 mil, que não tem mais nenhum fato novo e que, inclusive, está sob apuração pelo Ministério Público há muito tempo”, disparou, emendando que agora, com o estabelecimento do teto, independente das questões trabalhistas que venham a elevar salários dentro da Comurg, todos os valores acima de R$ 19 mil serão cortados.

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