O governo do Estado deve iniciar a transferência do Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) para a nova estrutura, localizada no Conjunto Fabiana, em Goiânia, já em janeiro de 2027. Com isso, os primeiros atendimentos também podem começar no mesmo mês. A expectativa, conforme fontes do Palácio das Esmeraldas ouvidas pela reportagem, é que o prédio seja entregue até o final de novembro deste ano.

O protocolo de intenções do Estado para a aquisição do prédio da Oncoclínicas foi assinado no dia 8 de julho. O edifício tem mais de 53 mil metros quadrados e começou a ser construído, inicialmente, para abrigar uma unidade de tratamento oncológico. Contudo, o acúmulo de dívidas da Oncoclínicas fez com que o projeto fosse interrompido.

Vale destacar que a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo deferiu, no início de agosto, o processamento do pedido de recuperação extrajudicial apresentado pelo grupo Oncoclínicas em 13 de julho.

A transação gira em torno de R$ 500 milhões e, originalmente, seria custeada com recursos de um empréstimo via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O pedido para a operação de crédito, inclusive, foi enviado pelo governador Daniel Vilela (MDB) e aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no último dia 19 de agosto.

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No entanto, o Estado decidiu custear as primeiras parcelas da compra do prédio, uma vez que a liberação do empréstimo não será concluída neste ano. Conforme adiantado pelo Jornal Opção em julho, Daniel Vilela já preparava um plano B caso o empréstimo do BNDES não saísse em 2026. Segundo ele, o Estado de Goiás conta hoje com recursos do próprio Tesouro para adquirir o empreendimento.

“A gente nem conta com isso”, disse o governador, referindo-se à operação de crédito. Em seguida, acrescentou: “Fizemos uma proposta com pagamento do Tesouro”.

A primeira parcela, de R$ 83 milhões, será paga tão logo o prédio seja entregue. Segundo apurado pela reportagem, o contrato prevê o pagamento anual de uma parcela de R$ 83 milhões pelos próximos seis anos, totalizando R$ 498 milhões pelo prédio. No entanto, caso o empréstimo do BNDES seja viabilizado em 2027, o valor pode ser menor.

Quanto ao prédio do novo Hugo, fontes do Palácio afirmam que a estrutura está 94% concluída. “Lá seria um hospital oncológico, mas como agora será uma unidade urgência e emergência, precisaram fazer adequações”, detalhou.