Novas tumbas, com mais de 4.400 anos, são descobertas no deserto de Gizé

Para o epitólogo que participou da comitiva, somente 30% do Antigo Egito foi descoberto

Foto: Reprodução / AFP

Três novas tumbas foram descobertas no deserto de Gizé, no Egito. A missão arqueológica realizou o achado a poucos quilômetros ao sul das pirâmides de Quéfren e Miquerinos. Estas datam de mais de 4.400 anos.

Neste sábado, 4, o Ministério de Antiguidades, em Gizé, apresentou as tumbas dos ocupantes da necrópole, os sacerdotes Behen Wi Ka e Nuwi, da V dinastia (2500-2350 a.C). Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades egípcias, Mostafa Waziri, a expectativa inicial era encontrar tumbas do período tardio, ou seja, século VII a.C.), não de 4.400 anos.

A missão, conforme o secretário-geral, teve início em agosto de 2018. Foram 450 metros cúbicos de escombros removidos que revelaram três túmulos. Um deles com vários sarcófagos de madeira. Nestes, foram encontrados, dentre outras coisas, fragmentos de dois sacerdotes da V dinastia em perfeito estado.

Sacerdote

Behen Wi Ka, sacerdote da purificação do faraó Quéfren, com sete títulos, e Nuwi, sacerdote da deusa da justiça e verdade, Maat, com cinco títulos, foram sepultadas na mesma tumba.

“Os sarcófagos estão em perfeitas condições porque estavam bem pintados, bem coloridos e bem decorados. Vamos exibi-los em nossos museus egípcios, como os de Sharm El-Sheikh e Hurgada”, celebrou Waziri.

Descoberta

Para o epitólogo Zahi Hawas, as gravuras vistas nas portas que guardam os corredores estreitos das tumbas e estátuas podem datar o túmulo, também, como da dinastia XXVI (664-525 a.C.), que seria a última antes da conquista persa.

“Por trás da grande esfinge encontramos grandes túmulos de sacerdotes de Quéfren e, essas pessoas das quais descobrimos seus túmulos, estão conectadas aos sacerdotes da dinastia XXVI por trás da esfinge”. Para ele, as descobertas arqueológicas promovem o turismo no País. Somente 30% do Antigo Egito foi descoberto, segundo Hawas.

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