No Rio de Janeiro, professora é espancada por 12 horas pelo namorado

Durante a relação de mais de dois anos a vítima conta que o ex-companheiro a agredia constantemente

Traços das agressões sofridas por professor | Foto: reprodução O Dia

Mais um caso de espancamento contra mulher ganhou visibilidade nesta semana. Uma matéria do jornal O Dia conta os momentos de terror que viveu a professora Rosana Silva, de 36 anos. A educadora fluminense conta que foi espancada pelo namorado por mais de 12 horas após uma crise de ciúmes do ex-companheiro.

Segundo o relato da vítima, em quase dois anos, o relacionamento que mantinha com ele foi marcado por muitas agressões. “Quando eu começava a ficar bem, ele aparecia. Ele chegava a pular o muro da minha casa, aparecia aqui duas, três horas da manhã…. isso não era vida”, desabafa.

A agressão mais grave aconteceu no dia 17 de fevereiro, quando ela foi obrigada a permanecer na casa do agressor por 12 horas, ela foi alvo de agressões, xingamentos, tapas, socos, empurrões e impedida de deixar o local. Tudo isso porque tinha levado o filho de 10 meses do casal à praia.

“Ele dizia que eu estava com um homem e não com o nosso filho e que eu era mentirosa, que nunca falava a verdade para ele”, ela diz que tentou deixar o carro a caminho da casa dele. “Quando parei o carro, pedi para ele sair e ele pegou a chave da ignição. Eu desci e sai correndo, mas estava de tamanco e não fui muito longe”.

Em meio a todas as agressões, Rosana teve seu tímpano danificado. “Eu dizia que ele havia me deixado surda, mas ele rebatia dizendo que eu estava mentindo. Foi então que ele me deitou na cama e ali percebi que ele iria fazer mais alguma coisa comigo”, afirma.

Após se cansar das agressões, ele mandou que Rosana tomasse banho para não sair suja de sangue e ameaçou para que ficasse em silêncio sobre o crime.  Ela dirigiu até que encontrou com policiais, que a levaram ao hospital. A professora ficou um dia internada na unidade.

Após a denuncia, Davidson foi preso na última semana. Ele foi detido no local do trabalho após a Justiça emitir um mandado de prisão temporária enquadrado na Lei Maria da Penha, pelo crime de crime de tortura, cárcere privado e ameaça.

Na delegacia, ele negou tudo e não mostrou arrependimento. Foi indiciado e agora vou pedir a conversão da prisão temporária em preventiva.

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