O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmou nesta quarta-feira, 9, que não vê obstáculos para a aprovação do projeto de lei enviado à Câmara Municipal que prevê a criação de um fundo imobiliário para administrar imóveis públicos atualmente sem uso na capital.

“Não há motivo para não ser aprovado. É um projeto muito interessante, principalmente para a Previdência, porque podemos reduzir a dívida que a Prefeitura tem com a Previdência, que um dia precisará ser paga”, disse, em entrevista ao Jornal Opção.

A proposta em questão, que já tramita no Legislativo, busca transformar terrenos e outras propriedades do município em ativos geradores de receita e, ao mesmo tempo, reforçar o caixa do GoiâniaPrev.

Conforme informado anteriormente por Mabel, o Executivo repassa atualmente cerca de R$ 44 milhões por mês para o sistema previdenciário, o equivalente a mais de R$ 500 milhões por ano. A intenção, segundo ele, é usar o patrimônio imobiliário para ajudar a reduzir essa pressão sobre o caixa da Prefeitura.

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O prefeito disse à reportagem, porém, que a ideia não é simplesmente transferir terrenos para o fundo e aguardar sua valorização. “Temos vários imóveis que queremos colocar. Mas eles não serão incluídos da mesma forma que o Iris fez, simplesmente colocando os terrenos no fundo. Não será assim”.

Mabel cita ainda a possibilidade de polos e mercados gastronômicos, “como existem atualmente em várias cidades”.

A execução, de acordo com o gestor, poderia ocorrer em parceria com empresas privadas ou por meio de financiamento, mantendo parte do empreendimento como patrimônio público. “Podemos fazer uma parceria com uma empresa que ficará responsável pela construção, ou utilizar financiamento, mantendo o empreendimento como um ativo do município. É importante contar com alguém que saiba administrar esse empreendimento. A Prefeitura entra, por exemplo, com o terreno e pode ficar com 10%”, destacou o prefeito.