“Não podemos aceitar uma chapa eleita com influência do setor imobiliário”, critica Elias Vaz

Vereadores lamentam possível participação de representantes de construtoras na articulação que elegeu Andrey Azeredo (PMDB) presidente 

Vereador Elias Vaz durante entrevista: vai ser oposição | Foto: Alexandre Parrode

O vereador Elias Vaz (PSB) lamentou, durante entrevista coletiva neste domingo (1º/1), a participação, segundo ele, de representantes do setor imobiliário nas articulações para a eleição da nova mesa diretora.

Após o novato Andrey Azeredo (PMDB) conseguir se viabilizar e ser escolhido para comandar o Legislativo goianiense, o pessebista teceu duras críticas à maneira como processo foi conduzido.

“Lamentável é saber que teve representantes de empresários participando das reuniões, isso os próprios vereadores reconhecem, influenciando em articulações no ano em que votaremos o novo Plano Diretor. Para mim, é uma relação prejudicial para a cidade, não é possível aceitar uma chapa composta com influência do setor imobiliário”, afirmou.

Um dos únicos três que votaram contra o grupo, composto majoritariamente por estreantes, Elias Vaz garantiu que eles estarão atentos e combatendo projetos que possam favorecer a especulação imobiliária: “A Casa tem que ser independente não só do Executivo, mas também do setor imobiliário, que nós sabemos bem que tem interesse em lucrar com a cidade e não promover o bem coletivo.”

Dupla oposição

Paulo Magalhães: se sente deixado de lado pelo PMDB de Andrey Azeredo

Elias Vaz, Dra. Cristina (PSDB) e Priscilla Tejota (PSD): estes são os três parlamentares que se declararam não só oposição ao prefeito Iris Rezende (PMDB), mas também à mesa diretora que foi eleita.

“Não votei contra Andrey [Azeredo], mas contra a maneira como a chapa foi montada. Veio formatada, sem ouvir a oposição, sem a participação de todos. Eles tiveram interferência do setor imobiliário, houve um lobby muito grande, mas não tenho provas então não quero ficar fazendo acusações. Fui convidada para fazer parte do grupo, mas preferi não participar, manterei independência e sou oposição”, afirmou a vereadora do PSD ao Jornal Opção.

Paulo Magalhães, também do PSD, faz parte da base irista, mas se mostrou extremamente decepcionado com a chapa vencedora. Segundo ele, que chegou a ser pré-candidato à presidência, “infelizmente, cada um teve seu preço.”

“Falta respeito para que tenhamos uma Câmara à altura da cidade. Houve vantagens, claro. Vereadores que estiveram nos dois turnos da eleição de 2016 com Vanderlan [Cardoso, candidato derrotado] estão na chapa… Trocou o Paulo Magalhães, de 50 anos de história com Iris, por pessoas que nunca deram um passo em favor de Iris”, completou.

Não é bem assim

Andrey diz desconhecer acusações

Jornal Opção pediu para que o presidente eleito da Câmara de Goiânia explicasse as acusações de alguns vereadores, em especial de Elias Vaz (PSB), sobre a influência do setor imobiliário na eleição.

“Eu não explico, não as conheço, desconheço qualquer influência a não ser a participação dos vereadores”, respondeu.

Andrey Azeredo foi eleito neste domingo (1º/1) presidente da Câmara de Goiânia. A chapa do peemedebista contou com o apoio de 28 parlamentares e foi a única registrada durante a sessão. A votação ocorreu de forma nominal e os vereadores votaram na chapa fechada.

A vice-presidência ficou com o também novato Vinícius Cirqueira (PROS). Rogério Cruz (PRB) assume a segunda vice-presidência, enquanto os vereadores Zander Fábio (PEN), Juarez Lopes (PRTB), Leia Clébia (PSC) e Jair Diamantino (PSDC) ficam consecutivamente na primeira, segunda, terceira e quarta secretarias.

 

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