“Não eleger Maguito seria um prejuízo muito grande para a cidade”, dispara Agenor Mariano

Coordenador de campanha detalha mudanças de estratégias para suprir ausência do candidato na campanha de rua. “Administrar uma cidade pequena com muito recurso é uma coisa, transformar uma cidade enorme, com muitos problemas e pouco recurso é outra”

Agenor e Maguito no início da campanha | Foto: Arquivo Pessoal

O coordenador da campanha de Maguito Vilela (MDB), Agenor Mariano, falou ao Jornal Opção sobre as estratégias do partido nestas eleições diante da ausência do candidato, que segue em tratamento para Covid-19, nas ruas. Segundo Agenor, era esperado que Maguito não aparecesse em primeiro lugar nas primeiras pesquisas. “A última vez que o goianiense votou em Maguito foi em 2006 para governador. Ao contrário de seu principal adversário [Vanderlan] que foi votado em 2010, 2014, 2016 e 2018”, pontua.

“Então sabíamos que nas primeiras pesquisas não iriamos liderar, uma vez que o outro candidato seria mais conhecido principalmente pelas novas gerações. Mas já confiávamos que a experiência e o legado do Maguito faria a diferença e se somaria à força do partido dentro da cidade”, argumenta Mariano.

Por conta desse cenário, a primeira e principal estratégia da coligação foi levar Maguito Vilela às pessoas. Essa tentativa de dar onipresença ao candidato foi feita por meio de uma espécie de palanque móvel, de onde Vilela conseguisse se comunicar com os eleitores e percorrer os bairros da Capital. A proposta foi bem aceita e Maguito passou a percorrer dois bairros por dia.

“A resposta ao palanque móvel foi muito boa. Outro diferencial do início da nossa campanha foi que ouvimos todos os segmentos, conversamos com mais de 160 pessoas e cada uma delas deu sua contribuição ao nosso Plano de Governo. Gastamos um bom tempo com isso e o resultado foi um plano verdadeiro, exequível, e claro como um organismo vivo que pode ser aprimorado para contemplar as pessoas.”

De acordo com o coordenador de campanha, o trabalho seguia dando resultados conforme projetado e Maguito demonstrava muita desenvoltura e potencial nas tanto nas agendas nos bairros quanto em reuniões virtuais. “Ele trabalhou intensamente até que foi diagnosticado com Covid-19. Nesse momento, Rogério Cruz , os deputados, vereadores, lideranças e militância se uniu para suprir sua ausência, foi um momento de, foi um momento de extrema união”, detalha.

Multiplicamos os palanques móveis por oito

“O afastamento de Maguito acabou gerando um sentimento de compromisso e muito envolvimento na campanha. Perdemos um trunfo e para compensar isso estabelecemos novas estratégias, uma delas foi multiplicar os palanques móveis por oito. Agora são 16 todos os dias. Está todo mundo na rua neste momento, criando essa onipresença e falando sobre Maguito Vilela. A nossa missão é mostrar seu perfil realizador, tudo o que Maguito diz que vai fazer vem acompanhado por ‘ele já fez’.”

Coordenador da campanha de Maguito Vilela (MDB) | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Agenor também aponta que o diálogo entre os membros da coordenação sobre a campanha é muito tranquilo e diz acreditar que isso é fruto de uma longa convivência. “O Maguito não forma um grupo político a cada dois anos. Ele tem 40 de MDB, eu tenho 25 anos e outras pessoas também estão juntas conosco há décadas. A gente tem experiência, não pegamos ninguém no laço. Conhecemos cada bairro, sentamos e traçamos as agendas conhecendo cada rua dos setores da capital”, aponta.

“Além disso, temos candidatos a vereador em todas as regiões e eles nos ajudam muito. Mais da metade da Câmara apoia o Maguito, ele conta com uma militância que o acompanha há muito tempo. Isso tudo se soma e muda uma eleição. As estratégias estão se mostrando acertadas. Na TV também temos acertado”, avalia o coordenador, ao frisar que a veracidade do ‘eu já fiz’ está sendo assimilada pela população.

Legado

Ainda de acordo com Agenor, o eleitor da Capital compreende que transformar uma cidade do tamanho de Aparecida não é fácil. “Administrar uma cidade pequena com muito recurso é uma coisa, transformar uma cidade enorme, com muitos problemas e poucos recursos é outra. O MBD mudou Aparecida em 12 anos, oito deles com Maguito e quatro com o Gustavo [Mendanha].”

Outra aposta da coligação é mostra que o atual prefeito que é do MDB, Iris Rezende, reequilibrou as contas e que a população não pode arriscar perder essa saúde financeira com alguém que não esteja no auge de sua experiência. “Eu penso que tudo isso vai levar o pessoal a votar no Maguito. Acredito que ele já sai na frente no primeiro tudo. A nossa perspectiva é essa. Também esperamos que ele ainda possa se apresentar ao eleitor, ao menos por vídeo, ainda antes do dia 15 de novembro”, prospecta Agenor.

No atual momento, a campanha de Maguito também aposta na apresentação do legado do candidato aos mais jovens. “Muitos podem não saber que quando foi governador de Goiás, Maguito foi considerado por três anos o melhor governador do país. Ou que ele se recusou a se aposentar como governador e como senador. Ele acabou com a aposentadoria dos ex-governadores”, destaca Mariano.

Vocação para a área social

“Ele tem uma vocação estrondosa para a área social. Temos jovens universitários cujas famílias foram beneficiadas pelo pão e leite que vinha na cesta e pessoas que foram beneficiadas e hoje são pais e mães de família. Essa iniciativa foi reconhecida pela Unicef, isso está sendo resgatado e apresentado aos mais jovens. E agora, ao vencer mais esse desafio tenho certeza de que o Maguito vai ter ainda mais sensibilidade e foco em sua missão junto ao povo”, diz Agenor.

Ao falar sobre o lado humano de Maguito, Agenor lembra uma história que o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB), viveu ao lado de Vilela. “Eles estavam na rua e uma velhinha que gostava muito do Maguito os chamou para sua casa. Ao ver sua situação de extrema necessidade, Maguito a chamou num canto e perguntou se ela gostaria de ter algo que não possuía condições. Ela disse que tinha o sonho de ter uma TV. Após o encontro, Maguito foi até sua casa, pegou a TV da sala e mandou para a senhora. Esse é o Maguito, um gestor que entende que o governo deve ajudar os mais pobres”, conta.

“A eleição do Maguito, não tenho dúvidas, é um ganho para a cidade. Com todo respeito aos demais postulantes, digo que nenhum candidato chega perto do Maguito e não elegê-lo seria um prejuízo muito grande”, defende Agenor. Por fim ele comenta que a campanha tem buscado informar sobre o estado de saúde de seu candidato, sem contudo usar essa situação de forma exagerada.

“O estado de saúde de uma pessoa que luta pela vida algo é comovente. Mas não precisamos explorar isso. Talvez, se se ele não tivesse o potencial e qualidade que tem isso pudesse ser explorado, afinal de contas é uma eleição. Mas a experiência e qualidade dele tem que ser o motivo da escolha de seu nome. Temos muito respeito por isso, por sua história, projetos e seu nome. O Maguito é maior do que isso”, encerra Agenor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.