MPF denuncia Juquinha das Neves e outros 4 por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Operação “De Volta aos Trilhos” apurou denúncia que os acusados lavaram aproximadamente R$ 13,5 milhões


Foto: Iris Roberto

O Ministério Público Federal em Goiás (MPFGO), pelo Núcleo de Combate à Corrupção, ofereceu na última quinta-feira (29/6), no caso “De Volta aos Trilhos’, denúncia contra o ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha; o filho dele, Jader Ferreira das Neves; os advogados Leandro de Melo Ribeiro e Mauro Césio Ribeiro e o corretor de imóveis Fábio Junio Santos. Os cinco são formalmente acusados de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

De acordo com a denúncia, os acusados lavaram aproximadamente R$13,5 milhões comprando e vendendo bens com dinheiro desviado por Juquinha de contratos da Valec destinados à construção da ferrovia Norte-Sul.

O documento afirma que, com a finalidade de esconder a origem e a propriedade dos bens, os acusados se valeram de contratos de gaveta para negociar cotas de capital social de empresas em nome das quais mantiveram registrados lotes em Água Boa (MT), apartamentos em Goiânia (GO), casas em Bela Vista (GO), fazendas em Nova Crixás (GO) e em São Félix do Xingu (PA), além de duas aeronaves.

A operação “De Volta aos Trilhos”, que é desdobramento da “Lava Jato”, foi deflagrada em 25 de maio e baseia-se em investigações da Polícia Federal em Goiás (PFGO) e em acordos de colaboração premiada assinados com o MPFGO pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez.

Os cinco acusados confessaram o pagamento de propina referente às obras da Ferrovia Norte-Sul ao então presidente da Valec, Juquinha, além da prática de cartel e fraude em licitações, que deram prejuízos de mais de R$208 milhões aos cofres públicos, em valores de 2004. Atualizado pela Selic, o prejuízo alcança R$885 milhões.

De volta aos trilhos

A operação, que é um desdobramento das investigações da Operação “Lava jato” e nova etapa das Operações “O Recebedor” e “Tabela Periódica”, baseia-se em acordos de colaboração premiada assinados com o MPF-GO pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, que confessaram o pagamento de propina ao então presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, bem como em investigações da Polícia Federal em Goiás, que levaram à identificação e à localização de parte do patrimônio ilícito mantido oculto em nome de terceiros (laranjas).  (As informações são do Ministério Público Federal)

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