MP aciona prefeito e vice de Cristalina por irregularidades na compra de combustíveis

Segundo as investigações, eles, em conjunto com outros funcionários do município, estariam direcionando licitações para beneficiar posto

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) propôs uma ação de improbidade contra o prefeito de Cristalina, Daniel Vaz, conhecido como Daniel do Sindicato (PSB) e outras oito pessoas por supostas irregularidades em licitações e contratos para fornecimento de combustível ao município. Segundo as investigações, o grupo direcionava os processos para beneficiar o Posto Centro Oeste, de propriedade de Vanderlei e Douglas Benatti, ambos denunciados.

Além de Daniel, são réus na ação o controlador interno do município, Fábio Lopes da Silva Ferreira; o vice-prefeito e secretário de Administração, Luiz Henrique Trolle de Barros (PDT); a presidente da Comissão de Licitação do Município, Nara Rúbia da Silva; o coordenador de compra do município, Pablo Fabrício Barboza; o gestor municipal Jean Eustáquio Magalhães; e o Auto Posto Centro Oeste.

De acordo com o MP-GO, a pedido de Luiz Trolle, Nara Rúbia da Silva, abriu processo de dispensa emergencial para contratar uma empresa fornecedora de combustível para atender as secretarias municipais.

Apesar de um memorando ter sido encaminhado ao prefeito com algumas informações sobre a contratação, o promotor Fernando Cesconetto apontou a ausência de alguns elementos, como a planilha de gastos de combustíveis do exercício anterior e o mínimo necessário sobre o consumo estimado de combustível de cada veículo, máquina e equipamento para justificar a quantidade a ser adquirida.

Além disso, pontua o promotor, o dono do posto Centro Oeste apresentou um orçamento antes mesmo da abertura do processo. Em seguida, mesmo sem certidão negativa de falências e concordatas, a empresa de Vanderlei venceu a licitação e o processo foi homologado por Jean Eustáquio.

O promotor questiona ainda a pesquisa de preços apresentada no contrato, que usa como base uma consulta telefônica com postos que sequer tinham interesse de participar. Assim, pontua ele: “Uma mera consulta telefônica aos postos de combustíveis teria baseado todo o processo de dispensa de licitação e determinado a escolha do fornecedor que firmou diversos contratos com o município, em valores que já ultrapassaram a quantia de R$ 2 milhões, e que atualmente, passados mais de nove meses, continuam vigentes”.

O MP-GO pede a suspensão de todos os contratos do município com o Posto Centro Oeste e que o estabelecimento fique proibido de firmar novas vendas com o município e seus órgãos até o julgamento final da ação. Também foi pedido que os réus fossem condenados de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa.

O Jornal Opção entrou em contato com o prefeito, mas não conseguiu contato até o fechamento da matéria.

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