MotoGP superou levantamento inicial e movimentou mais de R$ 1,1 bilhão em GO durante evento, diz Adriano da Rocha Lima
20 abril 2026 às 14h00

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Ao fazer um balanço da realização do MotoGP em Goiânia, o ex-secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, afirmou que o evento gerou impacto econômico de R$ 1,14 bilhão em Goiás, com efeitos mais imediatos sobre a capital, que concentrou o fluxo de turistas, serviços e operações da etapa.
Em entrevista ao Jornal Opção, Adriano detalhou que o levantamento foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas a pedido da promotora do evento. “O impacto econômico do MotoGP foi de R$ 1,140 bilhão, sendo R$ 706 milhões diretos e R$ 434 milhões indiretos”, afirmou.
Segundo ele, o resultado superou a projeção inicial do governo. “Nossa expectativa era de R$ 868 milhões, e fechamos com R$ 1,1 bilhão”, disse, ao sustentar que o evento teve desempenho acima do previsto ainda na fase de planejamento.
Embora o dado consolidado seja estadual, Goiânia concentrou a maior parte dos efeitos econômicos. A capital sediou a etapa, recebeu cerca de 148 mil pessoas no Autódromo Internacional Ayrton Senna e absorveu a maior movimentação em hotelaria, alimentação, transporte e comércio. “O gasto médio do turista que veio para Goiás, durante o evento, foi de R$ 7 mil”, afirmou.
O impacto também se refletiu no mercado de trabalho e na arrecadação. “Foram R$ 173 milhões em impostos e mais de 10 mil postos de trabalho criados”, disse Adriano. Ao todo, segundo ele, foram 10.838 vagas, sendo 75% diretas e 25% indiretas, envolvendo áreas como organização, segurança, limpeza e alimentação.
Demanda alta
O ex-secretário destacou que o público foi limitado por questões de infraestrutura urbana, apesar da demanda superior. “Há demanda para vir o dobro do público. Já foi grande com essa quantidade; imagina com 300 mil pessoas? Poderia colapsar a cidade”, afirmou.
Além do retorno financeiro direto, Adriano enfatizou o ganho em visibilidade internacional para Goiás e para Goiânia. “Se fôssemos contratar uma empresa para conseguirmos essa mídia espontânea que o evento proporcionou, seria necessário desembolsar R$ 1,8 bilhão”, disse.
Ele também apontou limitações estruturais para futuras edições, especialmente na rede hoteleira da capital. Segundo Adriano, a capacidade atual é insuficiente para eventos desse porte, o que levou turistas a se hospedarem em cidades como Brasília e Caldas Novas. A avaliação é de que a ampliação de leitos pode potencializar o retorno econômico em novas edições.
Para o ex-secretário, o MotoGP deve ser entendido como parte de uma estratégia mais ampla de posicionamento do Estado no circuito internacional de grandes eventos. “É o maior evento que já houve na história de Goiás”, afirmou.
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