Em júri realizado no último dia 12 de maio, Geraldo Gonçalves da Costa foi condenado a 13 anos de prisão, além de multa, por ordem do Ministério Público de Goiás (MPGO), pelo assassinato e ocultação do corpo de Carlos Luís Martins de Freitas. O crime teria ocorrido na noite de 7 de outubro de 1999, em uma chácara cerealista no Jardim Nova Esperança, em Goiânia.

De acordo com as investigações do MP, o réu, com a colaboração de um terceiro já falecido, surpreendeu a vítima com uma facada no pescoço quando ela estava na residência dele para resolver uma questão pendente relacionada a um negócio que ambos estavam envolvidos.

Nos registros do processo, existem indícios de que Geraldo possa ter cometido o crime por vingança, uma vez que Carlos Luís teria denunciado à polícia um delito praticado por outra pessoa. O corpo da vítima nunca foi encontrado, mas a confissão do réu revelou que o cadáver foi queimado para evitar a descoberta do crime.

Diante da ausência de um corpo, a defesa de Geraldo solicitou sua absolvição com base na tese de “crime impossível” em relação ao homicídio, requerendo apenas a condenação pelo crime de ocultação de cadáver. Sobre esse ponto, o promotor Maurício Camargos esclareceu aos jurados a existência de outros casos semelhantes nos quais os criminosos destroem ou ocultam os corpos das vítimas para dificultar a investigação e julgamento dos crimes. Ele citou, inclusive, o caso do goleiro Bruno, entre outros exemplos.

Com base no requerimento apresentado pelo promotor, Geraldo Gonçalves da Costa, que permaneceu foragido por mais de 20 anos, foi condenado pela 3ª Vara dos crimes dolosos contra a vida por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara presidiu o júri e determinou a pena de 13 anos de reclusão para o réu, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, na Penitenciária Odenir Guimarães, sem direito a recurso em liberdade. Além disso, foi estipulada uma multa para o condenado.