Mesmo com crise nacional, previsão para receita do Estado em 2015 é otimista

Meta do governo é chegar ao terceiro quadrimestre com déficit de R$ 439 milhões. Saldo de 2014 foi de R$ 680 milhões negativos

Secretária Ana Carla Abrão tem empenhado esforços para reequilibrar contas do Estado | Foto: Marcos Kennedy/Alego

Secretária Ana Carla Abrão tem empenhado esforços para reequilibrar contas do Estado | Foto: Marcos Kennedy/Alego

Com o objetivo de reequilibrar as contas do Governo de Goiás, a secretária de Fazenda do Estado, Ana Carla Abrão, tem desenvolvido ações de redução de despesas e aumento de arrecadação.

Esse empenho parece estar fazendo efeito, pois, mesmo com déficit de R$ 100 milhões no primeiro quadrimestre de 2015 e em meio à crise econômica nacional, Goiás teve crescimento de receita de 0,5% — um “pequeno gigante” se comparado com os resultados de outros estados como São Paulo, que teve queda de 4,5%.

A previsão para o fechamento de 2015 é de um déficit de R$ 439 milhões — menor se comparado com o resultado negativo de R$ 680 milhões alcançado em 2014. “A nossa expectativa é o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] que nós revisamos e a Assembleia [Legislativa] aprovou no início deste ano”, afirmou Ana Carla.

Apesar de parecer um resultado ruim, a secretária defende que esse número representa a possibilidade de “reverter uma situação de deterioração das contas com o menor esforço possível”. Outro ponto positivo apontado durante a prestação de contas realizada na Assembleia Legislativa foi o crescimento de 3% da receita tributária em comparação com o mesmo período de 2014.

Outros números

A previsão de receita para o primeiro quadrimestre de 2015 era 3,53% maior do que o que foi realizado, mas, com as ações do Governo, as despesas também ficaram menores do que o previsto — mais de 16% –, o que gerou um superávit primário de quase R$ 714 milhões, 585% a mais do que o esperado.

Além disso, a dívida do Estado fechou o primeiro quadrimestre 0,44% menor do que o antecipado. A secretária ressaltou que a dívida não representa um problema, pois está sob controle e segue uma tendência de queda que dura quase 20 anos.

De acordo com dados apresentados por Ana Carla, a dívida consolidada, que representava 3,52% da receita do Estado em 1997, hoje representa 0,91%.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.