Mesmo após recomendação do MP, secretária avisa que não cancelará mestrado de servidoras

Fátima Mrué confirmou que Prefeitura de Goiânia pagará R$ 108 mil para curso em São Paulo e bancará até passagem das duas funcionárias

Foto: reprodução/ TV Câmara

Mesmo após recomendação da promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, avisou ao vereadores durante reunião de comissão de inquérito que não cancelará o mestrado de R$ 108 mil em São Paulo a duas servidoras da secretaria.

Após ser questionada pelo vereador Elias Vaz (PSB), a auxiliar do prefeito Iris Rezende (PMDB) minimizou o documento encaminhado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). “O que existe é uma recomendação, entramos em contato com ela [a promotora], tentei me reunir com para explicar pessoalmente e, como é uma recomendação, preferi manter e se constatar alguma ilegalidade, aí sim tomo medidas, mas não acredito”, rebateu.

A especialização, em direito da saúde no Instituto Superior de Educação Santa Cecília, será bancada às duas servidoras com dinheiro público, do Fundo Municipal de Saúde. Não só o curso, mas também passagem, hospedagem e alimentação em São Paulo, conforme confirmou a própria secretária.

Elias Vaz defendeu que há ilegalidade no processo de concessão do benefício, pois ambas as funcionárias teriam sido aprovadas em concurso para vagas de ensino fundamental, mesmo depois tendo formado em direito. Ou seja, estão em desvio de função.

“A maioria dos funcionários da secretaria [de Saúde], uma boa parte, na verdade, estão em funções diferentes para os quais foram aprovados. Se fossemos recolocar todos, teríamos que abrir concurso para vários cargos”, explicou Mrué.

Ainda de acordo com ela, o mestrado às duas servidoras é uma ação “muito boa”, inclusive “a qualquer funcionário que queira progredir na carreira.”

 

A secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrue, mais uma vez presta depoimento aos vereadores da Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (18/12). A chefe da pasta foi convocada após a polêmica sobre a falta de atendimento odontológico na capital, mas responde a diversos questionamentos quanto à falta de medicamentos e insumos para pacientes diabéticos e dificuldades no repasse aos credenciados.

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