Memorial da Energia do Brasil Central será instalado em prédio histórico de Goiânia
21 setembro 2026 às 08h36

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Goiânia vai receber o Memorial da Energia do Brasil Central, projeto que transformará o antigo Centro Sociocultural Celg em um espaço dedicado à memória da eletrificação da região e ainda vai conectá-la a temas como educação, ciência, sustentabilidade e valorização do patrimônio histórico. O local funcionará como ambiente de experimentação e interação, convidando o público a compreender a evolução da energia e seu papel na transformação da sociedade.
O memorial ocupará o edifício que abrigou o primeiro centro de distribuição de energia da região, erguido pela Celg na década de 1950, na Rua 252, no Setor Leste Universitário. Atualmente pertencente ao Grupo EDP, o imóvel ganhará novo significado ao preservar parte da história da eletrificação de Goiás.
“Investir em cultura é também investir na memória e na identidade de uma sociedade. Para a EDP, preservar esse patrimônio significa reconhecer a importância da história da energia para o desenvolvimento do Brasil e, ao mesmo tempo, criar formas de conectar esse legado às próximas gerações ao transformar um espaço histórico em um ambiente vivo de conhecimento, educação e cultura, mostrando que preservar o passado é também construir um olhar mais consciente sobre o futuro. O Memorial da Energia do Brasil Central nasce em um ano especialmente simbólico para empresa, em que celebramos 10 anos de atuação da EDP no segmento de transmissão no Brasil e 30 anos de presença da companhia no país”, afirmou Dominic Schmal, diretor do Instituto da EDP na América do Sul.
Veja fotos do prédio:
Para receber o memorial, o imóvel passará por um processo de restauro, recuperação e adaptação para novos usos. O projeto também prevê a realocação dos equipamentos históricos que permanecem no prédio atualmente desativado, preservando sua autenticidade e permitindo que o público conheça de perto a evolução da geração e da distribuição de energia elétrica em Goiás e em todo o Brasil Central.
“As intervenções vão respeitar integralmente o valor histórico do edifício e têm como propósito preservar sua memória, ao mesmo tempo em que o transformam em um espaço vivo, preparado para dialogar com as próximas gerações. O memorial será um ambiente para conectar passado e futuro, mostrando como a história da energia está diretamente ligada ao desenvolvimento sustentável”, afirma o engenheiro Wolney Unes, diretor executivo do projeto e responsável pela Elysium Sociedade Cultural.
Segundo ele, o espaço permitirá que visitantes percorram a história da energia no Brasil Central por meio de registros históricos, equipamentos preservados e recursos tecnológicos, ampliando o acesso ao conhecimento sobre um patrimônio que ajudou a transformar a região central do País.
Concebido para proporcionar uma experiência interativa e tecnológica, o memorial ensinará sobre eletricidade e sustentabilidade de forma acessível. O espaço deverá reunir exposições digitais, realidade virtual, jogos educativos e outras ferramentas voltadas ao aprendizado e à conscientização sobre o uso eficiente da energia.
“A proposta é preservar um patrimônio de relevância histórica e, ao mesmo tempo, criar um espaço dinâmico, preparado para receber diferentes públicos. O memorial combinará preservação, tecnologia, exposições e iniciativas culturais em uma experiência de aprendizagem e valorização da memória”, destaca a arquiteta Jessica Marques, responsável pela gestão da obra.
As obras estão previstas para começar ainda em 2026, com contrato de duração de cinco anos. Mesmo durante a execução das intervenções, estão previstas iniciativas culturais no espaço, como exposições e seminários. A proposta é que o memorial já se consolide, desde sua implantação, como um espaço ativo de transformação social, formação da consciência ambiental e disseminação do conhecimento, conectando a história da energia ao futuro e ao desenvolvimento sustentável.
O projeto será conduzido pela Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Patrimônio Histórico
Construído em 1956 para receber os equipamentos de controle e distribuição de energia elétrica, o edifício foi importante para o desenvolvimento da infraestrutura energética da região. Após a desativação dos equipamentos originais, no início dos anos 2000, passou a sediar o Centro Sociocultural da Celg, função mantida até o fim da década de 2010, quando a privatização da companhia levou ao esvaziamento do imóvel.
O prédio foi tombado pelo Estado de Goiás em 2009, por meio do Decreto nº 6.915, posteriormente alterado pelo Decreto nº 6.989, de 4 de setembro de 2009, sendo reconhecido como patrimônio histórico e artístico estadual, especialmente pelos equipamentos técnicos, desenvolvidos por empresas italianas e suíças para a Celg na década de 1950. A antiga Subestação de Goiânia, apesar de construída na década de 1950, permanece parcialmente preservada com seus equipamentos originais. Primeira do gênero no Brasil Central, teve papel decisivo para viabilizar a eletrificação necessária à construção e à inauguração de Brasília.
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