Médico de Goiânia é alvo de polêmica após publicações misóginas em hospital

Em série de prints, profissional que atuava na área de ginecologia apelida órgão genital com nome pejorativo e divulga poema de cunho sexual e depreciativo às mulheres

Este slideshow necessita de JavaScript.

Internautas denunciaram nesta terça-feira (11) caso de misoginia envolvendo um médico formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) que já atuou como interno da Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia.

Em prints de suas redes sociais, o profissional chama a ala de ginecologia da unidade de “bucetário” e apelida o órgão genital feminino com nomes pejorativos. Na lista de fotos compartilhadas, há ainda um “poema” de cunho sexual que deprecia as mulheres.

“Um ótimo dia para ver xereca, trazer vidas ao mundo e fumar um cigarro com a enfermeira tia doida”, diz a legenda de uma das publicações divulgadas. Usuários de redes sociais já se mobilizam para denunciá-lo no Conselho Regional de Medicina.

Um dos representantes do conselho que representa os servidores da Nascer Cidadão adiantou ao Jornal Opção que não conhece o médico que foi alvo das denúncias. Ao que tudo indica, ele atuava na maternidade no ano de 2013 como interno.

“Como esse louco vai cuidar de pessoas, em especial as mulheres?”, comentou o ex-vereador Djalma Araújo (Rede) em publicação no Facebook que lista os prints do médico. “E olha que ele é homossexual”, acrescentou outra usuária.

O médico identificado nas publicações apagou suas redes sociais depois que o caso ganhou repercussão e não foi encontrado para comentar o assunto.

O episódio ganha visibilidade um dia após estudantes de medicina do Espírito Santo serem acusados de apologia ao estupro após publicarem em redes sociais fotos em que aparecem com as calças arriadas e fazendo sinal que remete ao órgão reprodutor feminino.

2
Deixe um comentário

2 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
2 Comment authors
Dr. Luiz Gonzaga F? Pinto

Sempre achei que seria imprescindível uma avaliação psicológica e psiquiátrica nos profissionais que lidam com a intimidade do ser humano, e mesmo assim teria que ter reavaliações periödicas. É apenas uma sugestão, pois trabalhei 20 anos num hospital público, e pude constatar que atitudes antiéticas não são raras – o pior de tudo que são encobertas, quando não transformadas como chistes.

Márcia

É uma pena que avaliam psicologicamente só algumas coisas importantes (tirar carteira, porte de arma) mas ainda não o fazem em profissões como medicina que se propõe a cuidar da vida das pessoas. Um aspecto dessa falha realidade é a educação ser tratada como um negócio, e agora com tantas faculdades particulares com medicina situações inaceitáveis como essas tendem a ganhar mais espaço. É imprescindível que algo além de fiscalização da sociedade civil seja feito!